Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2023
A síndrome da morte súbita do lactente (SMSL) ainda é uma importante causa de morte em bebês com idade entre um mês e um ano. Considerando as recomendações para redução do risco de SMSL, assinale a alternativa correta.
Compartilhamento de cama com tabagistas e exposição à fumaça do cigarro são fatores de risco significativos para SMSL.
A Síndrome da Morte Súbita do Lactente (SMSL) é prevenida por medidas como colocar o bebê para dormir de costas (posição supina), evitar co-leito, e eliminar a exposição à fumaça do cigarro, que é um fator de risco bem estabelecido.
A Síndrome da Morte Súbita do Lactente (SMSL) é definida como a morte súbita e inesperada de um lactente com menos de um ano de idade, cuja causa permanece inexplicada após uma investigação completa, incluindo autópsia, exame da cena da morte e revisão do histórico clínico. É uma das principais causas de morte em lactentes. A fisiopatologia da SMSL é multifatorial, envolvendo uma combinação de vulnerabilidade intrínseca do lactente (anormalidades no controle respiratório ou de despertar), um período crítico de desenvolvimento (geralmente entre 2 e 4 meses) e estressores ambientais (como posição de bruços para dormir, superaquecimento, co-leito, exposição à fumaça do cigarro). A prevenção da SMSL foca na modificação dos fatores de risco ambientais. As principais recomendações incluem colocar o bebê para dormir sempre em posição supina, em uma superfície firme e plana (berço), sem objetos soltos (cobertores, travesseiros, brinquedos), evitar o superaquecimento, não compartilhar a cama com os pais (co-leito) e eliminar a exposição à fumaça do cigarro. A amamentação e a vacinação são consideradas fatores protetores.
A posição supina (de barriga para cima) é a mais segura e recomendada para todos os lactentes dormirem, tanto em cochilos quanto no sono noturno, até completarem um ano de idade.
Os principais fatores de risco modificáveis incluem a posição de bruços para dormir, co-leito, exposição à fumaça do cigarro (pré e pós-natal), superaquecimento e uso de superfícies de sono macias ou objetos soltos no berço.
Não, o compartilhamento de cama (co-leito) aumenta o risco de SMSL, especialmente se os pais forem tabagistas, usarem álcool/drogas, ou se o bebê for prematuro/baixo peso. Recomenda-se que o bebê durma no quarto dos pais, mas em seu próprio berço.
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