SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2024
A síndrome da morte súbita do lactente (SMSL) foi originalmente definida em 1969 e referia-se à morte súbita de lactentes sem uma causa identificada. Atualmente, está contida em um diagnóstico mais amplo denominado morte súbita infantil inesperada, termo usado para descrever qualquer morte súbita e inesperada que ocorra durante o primeiro ano de vida, seja explicada ou não. Assinale a alternativa que indica um fator de risco para a ocorrência da SMSL.
Tabagismo materno na gestação é um fator de risco modificável significativo para SMSL.
O tabagismo materno, tanto durante a gestação quanto no pós-natal, é um dos fatores de risco mais bem estabelecidos para a SMSL, aumentando o risco de disfunção do tronco cerebral e alterações no controle respiratório do lactente.
A Síndrome da Morte Súbita do Lactente (SMSL) é definida como a morte súbita e inesperada de um lactente com menos de um ano de idade, que permanece inexplicada após investigação completa, incluindo autópsia, exame da cena da morte e revisão do histórico clínico. Atualmente, a SMSL é um subconjunto da Morte Súbita Infantil Inesperada (MSII). A epidemiologia mostra que a maioria dos casos ocorre entre 2 e 4 meses de idade, sendo uma das principais causas de mortalidade infantil pós-neonatal. A fisiopatologia da SMSL é multifatorial, envolvendo uma combinação de vulnerabilidade intrínseca do lactente (anormalidades no controle cardiorrespiratório ou de despertar), um período crítico de desenvolvimento e estressores ambientais. O tabagismo materno, tanto pré-natal quanto pós-natal, é um dos fatores de risco mais consistentes, pois a exposição à nicotina e outros tóxicos afeta o desenvolvimento do tronco cerebral e a resposta do lactente à hipóxia e hipercapnia. A prevenção da SMSL foca na modificação dos fatores de risco ambientais. As recomendações de sono seguro incluem colocar o lactente para dormir em posição supina, em berço próprio com colchão firme, sem cobertores soltos, travesseiros ou brinquedos. O compartilhamento de quarto (mas não de cama) é incentivado, e o uso de chupeta e amamentação são considerados protetores. A educação dos pais e cuidadores é fundamental para reduzir a incidência da SMSL.
Além do tabagismo materno, outros fatores de risco incluem dormir em decúbito ventral, compartilhamento de cama com adultos, superaquecimento, uso de colchões macios e prematuridade.
As principais recomendações incluem colocar o bebê para dormir de barriga para cima (posição supina), em berço próprio no quarto dos pais, em superfície firme, sem objetos soltos e evitar o superaquecimento.
Sim, o uso de chupeta durante o sono tem sido associado a uma redução do risco de SMSL, embora o mecanismo exato não seja totalmente compreendido. Recomenda-se oferecer a chupeta após o estabelecimento da amamentação.
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