Síndrome Mononucleose-like: Diagnóstico Diferencial Completo

HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2020

Enunciado

Homem, 19 anos de idade, previamente hígido, há 4 dias com febre diária de até 39°C, associado a cefaleia, mialgia e dor de garganta. Nega tosse, sintomas respiratórios ou nasais, dor torácica ou abdominal e manchas cutâneas. Ao exame clínico: bom estado, corado, hidratado, febril, anictérico, acianótico, eupneico, com linfonodomegalias palpáveis em região retroauricular à esquerda e cervical anterior bilateralmente, de até 1,5cm, móveis, fibroelásticas, não coalescentes. Abdome indolor, hepatimetria = 10cm e espaço de Traube ocupado. Semiologias pulmonar, cardíaca e membros inferiores sem alterações. Considerando a investigação diagnóstica da principal hipótese sindrômica, além da sorologia para vírus Epstein-Barr e HIV, quais outras etiologias devem ser solicitadas?

Alternativas

  1. A) Leptospirose, Hepatite C e Leishmaniose
  2. B) Citomegalovírus, Toxoplasmose e Hepatite B
  3. C) Leptospirose, Toxoplasmose e Leishmaniose
  4. D) Leptospirose, Hepatite C e Hepatite B
  5. E) Citomegalovírus, Toxoplasmose e Leishmaniose

Pérola Clínica

Síndrome mononucleose-like (febre, linfonodomegalia, esplenomegalia) exige investigação para EBV, HIV, CMV, Toxoplasmose e Hepatite B.

Resumo-Chave

O quadro clínico de febre, linfonodomegalia (cervical e retroauricular) e esplenomegalia (espaço de Traube ocupado) em um jovem hígido é altamente sugestivo de uma síndrome mononucleose-like. Além de EBV e HIV, os principais diagnósticos diferenciais infecciosos que devem ser investigados são Citomegalovírus (CMV), Toxoplasmose e infecção aguda por Hepatite B.

Contexto Educacional

A síndrome mononucleose-like é um quadro clínico caracterizado por febre, linfonodomegalia (especialmente cervical, axilar e inguinal), faringite e esplenomegalia, podendo também apresentar hepatomegalia e fadiga. É uma apresentação comum em jovens adultos e exige um diagnóstico diferencial abrangente devido à variedade de agentes etiológicos. A importância clínica reside em identificar a causa para um manejo adequado e aconselhamento, especialmente em casos de HIV ou Hepatite B. A fisiopatologia envolve a resposta imune do hospedeiro a diferentes agentes infecciosos que causam linfoproliferação. O vírus Epstein-Barr (EBV) é a causa mais comum da mononucleose infecciosa clássica. No entanto, a infecção aguda por HIV, Citomegalovírus (CMV), Toxoplasmose e infecção aguda por Hepatite B podem mimetizar o quadro, sendo cruciais na investigação diagnóstica. O diagnóstico é feito pela combinação do quadro clínico com exames laboratoriais, incluindo hemograma (que pode mostrar linfocitose atípica) e sorologias específicas. Na investigação de uma síndrome mononucleose-like, após considerar EBV e HIV, é imperativo expandir a pesquisa para outros patógenos. A sorologia para Citomegalovírus (CMV IgM e IgG) é fundamental, pois é uma causa frequente. A Toxoplasmose (Toxoplasma gondii IgM e IgG) também deve ser investigada, especialmente se houver exposição a gatos ou carne crua. Por fim, marcadores de infecção aguda por Hepatite B (HBsAg e anti-HBc IgM) são importantes, pois a fase aguda pode cursar com sintomas sistêmicos e linfonodomegalia. O tratamento é geralmente de suporte, mas o diagnóstico etiológico é vital para o prognóstico e prevenção de transmissão.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas da síndrome mononucleose-like?

As principais causas infecciosas da síndrome mononucleose-like incluem o vírus Epstein-Barr (EBV), Citomegalovírus (CMV), infecção aguda por HIV, Toxoplasmose e, menos comumente, infecção aguda por Hepatite B.

Quais exames devem ser solicitados na investigação de síndrome mononucleose-like?

Além da sorologia para EBV e HIV, devem ser solicitadas sorologias para Citomegalovírus (IgM e IgG), Toxoplasmose (IgM e IgG) e marcadores de infecção aguda por Hepatite B (HBsAg, anti-HBc IgM).

Como diferenciar as causas da síndrome mononucleose-like clinicamente?

Clinicamente, as causas podem ser difíceis de diferenciar, pois apresentam febre, linfonodomegalia e esplenomegalia. A presença de exantema pode sugerir HIV ou EBV (especialmente após amoxicilina), mas a confirmação etiológica requer exames sorológicos específicos.

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