CCG - Centro de Cirurgia Geral (MS) — Prova 2015
Criança de 6 anos apresenta febre há 7 dias, linfonodos cervicais anteriores e posteriores aumentados, até 3 cm, móveis, pouco dolorosos e fibroelásticos, hepatoesplenomegalia moderada e exantema macular leve em tronco. O hemograma apresenta série vermelha sem alterações, leucocitose discreta com linfocitose e atipia linfocitária de 10%. Plaquetas no limite inferior da normalidade. Sobre este caso, assinale a alternativa INCORRETA:
Síndrome mono-like: febre, linfadenopatia, hepatoesplenomegalia, atipia linfocitária → investigar EBV, CMV, Toxoplasma, HIV.
A síndrome mono-like é um quadro clínico comum em crianças e adolescentes, caracterizado por febre, linfadenopatia, hepatoesplenomegalia e atipia linfocitária. A investigação etiológica é crucial, mas a biópsia de linfonodo raramente é necessária na apresentação típica, sendo reservada para casos atípicos ou persistentes.
A síndrome mono-like ou mononucleose é uma condição clínica comum, especialmente em crianças e adolescentes, caracterizada por febre, linfadenopatia (principalmente cervical), hepatoesplenomegalia e faringite. Embora o Vírus Epstein-Barr (EBV) seja o agente etiológico mais conhecido, outros patógenos como Citomegalovírus (CMV), Toxoplasma gondii e HIV podem mimetizar o quadro, sendo crucial a investigação sorológica para o diagnóstico diferencial. A fisiopatologia envolve a proliferação de linfócitos atípicos em resposta à infecção viral, resultando nos achados clínicos e laboratoriais. O diagnóstico é clínico-laboratorial, com hemograma mostrando linfocitose e atipia linfocitária, e sorologias específicas para os agentes suspeitos. A suspeita deve surgir em quadros febris prolongados com linfadenopatia generalizada e/ou hepatoesplenomegalia. O tratamento é geralmente de suporte, com repouso e analgésicos/antitérmicos. Antibióticos não são indicados, a menos que haja infecção bacteriana secundária. O acompanhamento clínico é importante para identificar complicações como ruptura esplênica (rara) ou obstrução de vias aéreas superiores por linfonodos volumosos. A biópsia de linfonodo é reservada para casos atípicos ou suspeita de malignidade.
Os principais agentes são o Vírus Epstein-Barr (EBV), Citomegalovírus (CMV), Toxoplasma gondii e, em casos específicos, o HIV. A investigação sorológica é fundamental para o diagnóstico.
A biópsia é raramente indicada em quadros típicos. Deve ser considerada em linfonodos com características atípicas (fixos, muito dolorosos, crescimento rápido) ou que persistem aumentados por mais de 4-6 semanas após a investigação sorológica.
O hemograma geralmente revela leucocitose com linfocitose e presença de linfócitos atípicos (mais de 10%). Pode haver plaquetopenia leve e elevação de transaminases.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo