Síndrome de Mirizzi: Achados Ultrassonográficos Chave

Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2024

Enunciado

Sobre as características ultrassonográficas da síndrome de Mirizzi, assinale V. para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. (  ) Cálculo impactado no infundíbulo da vesícula biliar. (  ) Espessamento da parede da vesícula biliar maior do que 0,5cm. (  ) Dilatação das vias biliares intra-hepáticas. (  ) Dilatação do ducto hepático comum.Assinale a alterativa que apresenta a sequência CORRETA:

Alternativas

  1. A) V - F - V - V.
  2. B) F - V - V - F.
  3. C) V - F - F - V.
  4. D) F - V - F - V.

Pérola Clínica

Síndrome de Mirizzi = Cálculo impactado no infundíbulo/ducto cístico comprimindo o ducto hepático comum, causando dilatação biliar intra e extra-hepática.

Resumo-Chave

A Síndrome de Mirizzi é uma complicação rara da colelitíase, caracterizada pela impactação de um cálculo no infundíbulo da vesícula biliar ou no ducto cístico, que comprime extrinsecamente o ducto hepático comum, resultando em icterícia obstrutiva e dilatação das vias biliares a montante.

Contexto Educacional

A Síndrome de Mirizzi é uma complicação incomum da colelitíase, caracterizada pela impactação de um cálculo biliar no infundíbulo da vesícula biliar ou no ducto cístico, que exerce compressão extrínseca sobre o ducto hepático comum. Essa compressão leva à obstrução parcial ou total do fluxo biliar, resultando em icterícia obstrutiva. Sua prevalência varia de 0,1% a 2,5% dos pacientes submetidos à colecistectomia. O diagnóstico da Síndrome de Mirizzi é desafiador e frequentemente feito no intraoperatório, mas a ultrassonografia abdominal é o exame inicial de escolha para sua suspeita. Os achados ultrassonográficos típicos incluem a visualização de um cálculo impactado no infundíbulo da vesícula biliar, dilatação das vias biliares intra-hepáticas e do ducto hepático comum proximal ao local da compressão, com uma vesícula biliar geralmente contraída ou com espessamento parietal. O espessamento da parede da vesícula biliar maior que 0,5cm é um achado de colecistite, mas não é patognomônico da Síndrome de Mirizzi e não é um critério exclusivo para o diagnóstico. O tratamento da Síndrome de Mirizzi é cirúrgico, geralmente colecistectomia, mas a complexidade do procedimento depende do grau de compressão e da presença de fístula colecistocoledociana. A classificação de Csendes é utilizada para guiar a conduta cirúrgica. O reconhecimento pré-operatório é fundamental para planejar a cirurgia e evitar lesões iatrogênicas das vias biliares, que são mais comuns nesses casos devido à distorção anatômica.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais achados ultrassonográficos da Síndrome de Mirizzi?

Os achados incluem um cálculo impactado no infundíbulo da vesícula biliar ou no ducto cístico, compressão extrínseca do ducto hepático comum, e dilatação das vias biliares intra-hepáticas e do próprio ducto hepático comum a montante da compressão.

Como a Síndrome de Mirizzi se diferencia da coledocolitíase na ultrassonografia?

Na coledocolitíase, o cálculo está dentro do ducto colédoco, causando dilatação a montante. Na Síndrome de Mirizzi, o cálculo está na vesícula ou ducto cístico e comprime o ducto hepático comum externamente, sem estar dentro do lúmen do colédoco.

Qual a importância do diagnóstico precoce da Síndrome de Mirizzi?

O diagnóstico precoce é crucial devido ao risco de complicações graves como fístula colecistocoledociana, colangite e dificuldade técnica na colecistectomia, que pode levar a lesões iatrogênicas das vias biliares.

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