Síndrome de Mirizzi: Diagnóstico e Manejo Cirúrgico

SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2022

Enunciado

No que se refere à síndrome de Mirizzi, é correto afirmar que é

Alternativas

  1. A) uma obstrução do dueto hepático comum por cálculo infundibular.
  2. B) uma obstrução da via biliar principal por cálculo de hepatocolédoco impactado.
  3. C) uma malformação congênita da via biliar, mais comum na infância.
  4. D) uma alteração decorrente da inflamação crônica das vias biliares e seu diagnóstico cursa com estenose do dueto hepático comum por tecido fibrocicatricial. É, geralmente, um diagnóstico transoperatório.
  5. E) geralmente, um achado radiográfico de obstrução de via biliar principal por compressão pancreática.

Pérola Clínica

Síndrome de Mirizzi → obstrução do ducto hepático comum por cálculo impactado no infundíbulo da vesícula biliar.

Resumo-Chave

A Síndrome de Mirizzi é uma complicação rara da colelitíase crônica, onde um cálculo impactado no infundíbulo da vesícula biliar ou no ducto cístico comprime extrinsecamente o ducto hepático comum, causando icterícia obstrutiva. O diagnóstico pode ser desafiador e frequentemente é transoperatório.

Contexto Educacional

A Síndrome de Mirizzi é uma condição rara, mas importante, caracterizada pela obstrução do ducto hepático comum devido à compressão extrínseca por um cálculo impactado no infundíbulo da vesícula biliar ou no ducto cístico. Sua prevalência varia de 0,1% a 2,5% dos pacientes submetidos à colecistectomia por colelitíase. O reconhecimento precoce é crucial para evitar complicações graves e planejar a abordagem cirúrgica adequada. A fisiopatologia envolve a inflamação crônica da vesícula biliar, que leva à impactação do cálculo e subsequente compressão ou erosão da parede do ducto hepático comum, podendo formar uma fístula colecistoentérica. O diagnóstico é desafiador e muitas vezes ocorre durante a cirurgia. Exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada e, principalmente, a colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) ou endoscópica (CPRE) são essenciais para delinear a anatomia e a extensão da compressão. O tratamento da Síndrome de Mirizzi é predominantemente cirúrgico e deve ser individualizado com base na classificação de Csendes, que descreve a presença e o tamanho da fístula colecistoentérica. As opções variam desde colecistectomia parcial ou total com reparo do ducto biliar, até reconstruções mais complexas. O prognóstico depende da extensão da doença e da presença de complicações, como colangite ou fístulas.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da Síndrome de Mirizzi?

Os pacientes podem apresentar icterícia obstrutiva, dor no quadrante superior direito, febre e, em casos avançados, sinais de colangite.

Qual a importância da classificação de Csendes na Síndrome de Mirizzi?

A classificação de Csendes (tipos I a V) descreve a extensão da fístula colecistoentérica e é crucial para guiar a estratégia cirúrgica, que pode variar de colecistectomia parcial a reconstrução biliar.

Como a Síndrome de Mirizzi é diagnosticada e qual o papel da colangiopancreatografia?

O diagnóstico é suspeitado por ultrassonografia e tomografia, mas a colangiopancreatografia (CPRM ou CPRE) é fundamental para confirmar a compressão extrínseca e avaliar a presença de fístula.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo