SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2022
No que se refere à síndrome de Mirizzi, é correto afirmar que é
Síndrome de Mirizzi → obstrução do ducto hepático comum por cálculo impactado no infundíbulo da vesícula biliar.
A Síndrome de Mirizzi é uma complicação rara da colelitíase crônica, onde um cálculo impactado no infundíbulo da vesícula biliar ou no ducto cístico comprime extrinsecamente o ducto hepático comum, causando icterícia obstrutiva. O diagnóstico pode ser desafiador e frequentemente é transoperatório.
A Síndrome de Mirizzi é uma condição rara, mas importante, caracterizada pela obstrução do ducto hepático comum devido à compressão extrínseca por um cálculo impactado no infundíbulo da vesícula biliar ou no ducto cístico. Sua prevalência varia de 0,1% a 2,5% dos pacientes submetidos à colecistectomia por colelitíase. O reconhecimento precoce é crucial para evitar complicações graves e planejar a abordagem cirúrgica adequada. A fisiopatologia envolve a inflamação crônica da vesícula biliar, que leva à impactação do cálculo e subsequente compressão ou erosão da parede do ducto hepático comum, podendo formar uma fístula colecistoentérica. O diagnóstico é desafiador e muitas vezes ocorre durante a cirurgia. Exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada e, principalmente, a colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) ou endoscópica (CPRE) são essenciais para delinear a anatomia e a extensão da compressão. O tratamento da Síndrome de Mirizzi é predominantemente cirúrgico e deve ser individualizado com base na classificação de Csendes, que descreve a presença e o tamanho da fístula colecistoentérica. As opções variam desde colecistectomia parcial ou total com reparo do ducto biliar, até reconstruções mais complexas. O prognóstico depende da extensão da doença e da presença de complicações, como colangite ou fístulas.
Os pacientes podem apresentar icterícia obstrutiva, dor no quadrante superior direito, febre e, em casos avançados, sinais de colangite.
A classificação de Csendes (tipos I a V) descreve a extensão da fístula colecistoentérica e é crucial para guiar a estratégia cirúrgica, que pode variar de colecistectomia parcial a reconstrução biliar.
O diagnóstico é suspeitado por ultrassonografia e tomografia, mas a colangiopancreatografia (CPRM ou CPRE) é fundamental para confirmar a compressão extrínseca e avaliar a presença de fístula.
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