UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2023
Um paciente é submetido à uma laparotomia de urgência cujo achado foi uma fístula colecistobiliar envolvendo dois terços da circunferência do duto biliar comum. A correta classificação da Síndrome de Mirizzi, é:
Síndrome de Mirizzi Tipo III = fístula colecistobiliar com erosão de 1/3 a 2/3 da circunferência do ducto biliar comum.
A Síndrome de Mirizzi é uma complicação rara da colelitíase, onde um cálculo impactado no ducto cístico ou infundíbulo da vesícula biliar causa compressão extrínseca do ducto biliar comum, podendo levar à formação de uma fístula colecistobiliar. A classificação de Csendes define os tipos de fístula com base na extensão da erosão do ducto biliar comum.
A Síndrome de Mirizzi é uma condição incomum, mas clinicamente significativa, caracterizada pela obstrução do ducto biliar comum devido à compressão extrínseca por um cálculo impactado no infundíbulo da vesícula biliar ou no ducto cístico. Sua epidemiologia é baixa, ocorrendo em cerca de 0,1% a 2,5% dos pacientes com colelitíase, mas é crucial reconhecê-la devido à sua complexidade cirúrgica. A fisiopatologia envolve a inflamação crônica causada pelo cálculo, que leva à necrose por pressão e, eventualmente, à formação de uma fístula entre a vesícula biliar e o ducto biliar comum (fístula colecistobiliar). A classificação de Csendes é fundamental para o diagnóstico e planejamento terapêutico, categorizando a síndrome com base na presença e extensão da fístula, desde a compressão extrínseca (Tipo I) até a erosão completa do ducto biliar comum (Tipo IV) e a presença de fístula enterobiliar (Tipo V). O tratamento da Síndrome de Mirizzi é cirúrgico, geralmente uma colecistectomia. No entanto, a presença de uma fístula colecistobiliar e a extensão da erosão do ducto biliar comum tornam o procedimento desafiador, podendo exigir reparo do ducto biliar com sutura primária, uso de retalho de vesícula biliar ou derivações bilioentéricas. O prognóstico depende do diagnóstico precoce e da experiência do cirurgião.
A Síndrome de Mirizzi é classificada pela escala de Csendes, que varia de Tipo I (compressão extrínseca sem fístula) a Tipo V (fístula colecistobiliar com fístula enterobiliar). Os tipos II, III e IV são diferenciados pela extensão da erosão do ducto biliar comum.
A classificação é crucial para o planejamento cirúrgico, pois determina a complexidade da colecistectomia e a necessidade de reparo do ducto biliar comum. Isso influencia a técnica a ser empregada, que pode variar de colecistectomia parcial a derivações bilioentéricas, e o risco de complicações.
As complicações incluem icterícia obstrutiva, colangite, fístula colecistobiliar com erosão do ducto biliar comum e, em casos mais avançados, fístula enterobiliar. O diagnóstico tardio pode levar a dificuldades técnicas significativas durante a cirurgia.
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