SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
Paciente de 60 anos interna na emergência por quadro de dor abdominal, icterícia e febre. Foram realizados exames complementares que evidenciaram cálculo impactado no infundíbulo que realiza uma compressão extrínseca da via biliar principal. O quadro clínico exposto configura:
Cálculo impactado no infundíbulo + compressão do ducto hepático comum = Síndrome de Mirizzi.
A Síndrome de Mirizzi resulta de um processo inflamatório causado por um cálculo no ducto cístico ou infundíbulo da vesícula, comprimindo o ducto hepático comum e gerando icterícia obstrutiva.
A Síndrome de Mirizzi representa um desafio cirúrgico significativo devido à intensa inflamação no triângulo de Calot, o que aumenta o risco de lesão iatrogênica da via biliar durante a colecistectomia. O diagnóstico pré-operatório por imagem (USG, TC ou preferencialmente Colangiorressonância) é fundamental para o planejamento cirúrgico. Dependendo do grau de destruição da via biliar (classificação de Csendes), o tratamento pode variar de uma colecistectomia simples ou subtotal até derivações biliodigestivas complexas. A suspeita clínica deve ser alta em pacientes com colelitíase conhecida que evoluem com icterícia e sinais inflamatórios.
É uma complicação rara da colelitíase onde um cálculo impactado no ducto cístico ou no colo da vesícula (bolsa de Hartmann) causa inflamação e compressão mecânica do ducto hepático comum, levando à obstrução biliar.
Os pacientes geralmente apresentam sintomas de colecistite crônica ou aguda, associados a icterícia, dor no quadrante superior direito e, por vezes, febre (simulando colangite).
A classificação mais utilizada é a de Csendes, que varia do Tipo I (apenas compressão extrínseca) aos Tipos II-IV (presença de fístula colecistobiliar com diferentes graus de destruição da parede do ducto) e Tipo V (presença de fístula colecistoentérica).
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