SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Em relação à síndrome de Mirizzi, assinale a alternativa INCORRETA:
Mirizzi = Compressão extrínseca do hepático comum por cálculo impactado no cístico/infundíbulo.
A Síndrome de Mirizzi é facilitada por uma anatomia biliar específica: um ducto cístico longo que corre paralelo ao ducto hepático comum, e não um cístico curto e de implantação alta.
A Síndrome de Mirizzi representa um desafio cirúrgico significativo devido à intensa inflamação no triângulo de Calot, o que aumenta o risco de lesão iatrogênica da via biliar principal durante a colecistectomia. O diagnóstico pré-operatório é fundamental e geralmente sugerido por ultrassonografia ou TC, mas confirmado por Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) ou Colangiorressonância (CPRM). O tratamento é essencialmente cirúrgico. No Tipo I, a colecistectomia (muitas vezes subtotal) pode ser suficiente. Nos tipos com fístula (II a IV), procedimentos mais complexos como a derivação biliodigestiva (em Y de Roux) são frequentemente necessários para reconstruir a via biliar destruída. A presença de fístula colecistoentérica (Tipo V) pode levar ao íleo biliar, complicando ainda mais o quadro clínico.
É uma complicação rara da colelitíase onde um cálculo impactado no ducto cístico ou no infundíbulo da vesícula biliar (bolsa de Hartmann) causa uma compressão extrínseca do ducto hepático comum. Isso resulta em icterícia obstrutiva. Com o tempo, a inflamação crônica pode levar à erosão da parede ductal, formando uma fístula colecistobiliar.
O achado anatômico mais frequente é um ducto cístico que corre paralelo ao ducto hepático comum por um longo trajeto, muitas vezes envolto em uma bainha de tecido conjuntivo comum. Isso facilita que a distensão do cístico por um cálculo comprima o hepático. A afirmação de que um cístico 'curto e de implantação alta' é o mais comum está incorreta.
A classificação mais utilizada é a de Csendes: Tipo I (compressão extrínseca sem fístula), Tipo II (fístula envolvendo até 1/3 da circunferência do ducto hepático), Tipo III (fístula entre 1/3 e 2/3), Tipo IV (fístula destruindo mais de 2/3 da circunferência) e Tipo V (qualquer tipo associado a fístula colecistoentérica).
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