UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2020
A síndrome de Mirizzi apresenta-se em quatro tipos diferentes. Fístula colecistobiliar com erosão de diâmetro inferior a 1/3 da circunferência do ducto biliar comum representa qual tipo?
Mirizzi Tipo II = fístula colecistobiliar com erosão < 1/3 da circunferência do ducto biliar comum.
A Síndrome de Mirizzi é uma complicação rara da colelitíase, onde um cálculo impactado no ducto cístico ou infundíbulo da vesícula biliar causa compressão extrínseca ou fístula no ducto hepático comum. A classificação de Csendes é fundamental para o manejo.
A Síndrome de Mirizzi é uma complicação rara, mas clinicamente significativa, da colelitíase crônica, caracterizada pela impactação de um cálculo no ducto cístico ou no infundíbulo da vesícula biliar, resultando em compressão extrínseca ou formação de fístula no ducto hepático comum, levando à obstrução biliar. Sua correta identificação pré-operatória é crucial para o planejamento cirúrgico e para evitar lesões iatrogênicas. A classificação de Csendes é amplamente utilizada para guiar o manejo. O Tipo I envolve apenas compressão extrínseca do ducto hepático comum. Os Tipos II, III e IV descrevem a formação de uma fístula colecistobiliar com diferentes graus de erosão da circunferência do ducto biliar comum: Tipo II (erosão < 1/3), Tipo III (erosão entre 1/3 e 2/3) e Tipo IV (erosão > 2/3). O Tipo V adiciona a presença de fístula colecistoentérica. O diagnóstico é desafiador e frequentemente feito intraoperatoriamente, mas exames como ultrassonografia, colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) e colangiografia endoscópica retrógrada (CPER) podem auxiliar. O tratamento é cirúrgico, geralmente colecistectomia, mas a complexidade do reparo do ducto biliar varia conforme o tipo da síndrome, podendo exigir desde sutura primária até reconstruções biliares mais complexas, como a hepaticojejunostomia.
A classificação de Csendes divide a Síndrome de Mirizzi em: Tipo I (compressão extrínseca sem fístula), Tipo II (fístula com erosão < 1/3 do ducto biliar comum), Tipo III (fístula com erosão entre 1/3 e 2/3), Tipo IV (fístula com erosão > 2/3) e Tipo V (qualquer um dos anteriores associado a fístula colecistoentérica).
A causa principal é a impactação de um cálculo biliar grande no ducto cístico ou no infundíbulo da vesícula biliar, que causa inflamação crônica e compressão extrínseca ou erosão da parede do ducto hepático comum, levando à formação de uma fístula.
O tratamento do Tipo II geralmente envolve colecistectomia, remoção do cálculo impactado e reparo da fístula com sutura primária ou, em alguns casos, uso de um retalho da parede da vesícula biliar para cobrir o defeito no ducto biliar comum.
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