HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2023
Observe as afirmativas sobre a síndrome de Mirizzi.I. É a compressão extrínseca da via biliar principal secundária à obliteração do infundíbulo da vesícula biliar ou do ducto cístico causada pela impactação de um ou mais cálculos.II. Trata-se de uma complicação comum da colecistite crônica litiásica, ocorrendo em mais de 25% dos casos.III. É acompanhada por inflamação da vesícula biliar com ou sem fístula colecistocoledocociana.Qual(is) está(ão) correta(s)?
Síndrome de Mirizzi = compressão extrínseca da via biliar principal por cálculo impactado no infundíbulo/ducto cístico, podendo formar fístula.
A Síndrome de Mirizzi é uma complicação rara da colelitíase, caracterizada pela compressão extrínseca do ducto hepático comum ou coledoco por um cálculo impactado, frequentemente associada à inflamação e, em casos avançados, à formação de fístula.
A Síndrome de Mirizzi é uma complicação rara da colelitíase, caracterizada pela compressão extrínseca da via biliar principal (ducto hepático comum ou coledoco) por um cálculo impactado no infundíbulo da vesícula biliar ou no ducto cístico. Essa compressão leva à obstrução biliar, resultando em icterícia obstrutiva e inflamação. A fisiopatologia envolve a inflamação crônica da vesícula biliar devido à impactação do cálculo, que pode levar à necrose da parede da vesícula e à formação de uma fístula colecistocoledociana, conectando a vesícula biliar diretamente à via biliar principal. A síndrome é acompanhada por inflamação da vesícula biliar, que pode ser aguda ou crônica. O diagnóstico é desafiador e muitas vezes incidental durante a cirurgia, mas exames como CPRM e CPRE são cruciais no pré-operatório. O tratamento da Síndrome de Mirizzi é cirúrgico, geralmente envolvendo colecistectomia. A abordagem cirúrgica varia conforme a classificação de Csendes, que descreve a extensão da fístula e a destruição da via biliar. Casos com fístulas extensas podem exigir reconstrução da via biliar, como uma hepaticojejunostomia, tornando a cirurgia mais complexa e com maior risco de morbimortalidade.
Os sintomas são inespecíficos e semelhantes aos da colecistite aguda ou colelitíase, incluindo dor abdominal no quadrante superior direito, náuseas, vômitos e, frequentemente, icterícia obstrutiva.
O diagnóstico é desafiador e muitas vezes feito no intraoperatório. Exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada e, principalmente, colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) ou colangiografia endoscópica (CPRE) são úteis para identificar a compressão e a fístula.
A classificação mais utilizada é a de Csendes, que divide a síndrome em tipos I a V, baseando-se na presença e extensão da fístula colecistocoledociana e no envolvimento do ducto hepático comum ou coledoco.
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