SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
A síndrome de Mirizzi caracteriza-se por:
Síndrome de Mirizzi = cálculo grande na bolsa de Hartmann → compressão extrínseca do ducto biliar comum → obstrução biliar.
A Síndrome de Mirizzi é uma complicação rara da colelitíase, onde um cálculo impactado na bolsa de Hartmann ou no ducto cístico comprime o ducto hepático comum, levando à icterícia obstrutiva. Pode evoluir para fístula colecistocoledociana.
A Síndrome de Mirizzi é uma condição rara, mas clinicamente importante, que representa uma complicação da colelitíase. Caracteriza-se pela compressão extrínseca do ducto hepático comum por um cálculo impactado na bolsa de Hartmann da vesícula biliar ou no ducto cístico, levando à obstrução biliar e icterícia. Sua prevalência varia de 0,1% a 2,5% dos pacientes submetidos à colecistectomia, sendo crucial para o cirurgião reconhecer essa condição para evitar complicações intraoperatórias. A fisiopatologia envolve a inflamação crônica e a pressão exercida pelo cálculo, que pode levar à necrose da parede da vesícula e do ducto biliar, resultando na formação de uma fístula colecistocoledociana. A classificação de Csendes divide a síndrome em tipos, de I a V, baseando-se na presença e extensão da fístula, o que orienta a conduta cirúrgica. O diagnóstico pode ser desafiador, sendo a ultrassonografia o exame inicial, mas a CPRM e a CPER são mais definitivas para visualizar a anatomia e a extensão da compressão ou fístula. O tratamento é predominantemente cirúrgico, geralmente colecistectomia, com manejo da fístula e da obstrução biliar, que pode incluir coledocoplastia ou derivações biliares, dependendo do tipo de Mirizzi. O reconhecimento pré-operatório é fundamental para planejar a cirurgia e minimizar o risco de lesão iatrogênica do ducto biliar, uma complicação grave que pode ocorrer devido à distorção anatômica. A compreensão aprofundada dessa síndrome é vital para residentes de cirurgia geral e gastroenterologia.
A Síndrome de Mirizzi é causada por um cálculo biliar grande impactado na bolsa de Hartmann da vesícula biliar ou no ducto cístico, que exerce compressão extrínseca sobre o ducto hepático comum adjacente, resultando em obstrução biliar.
Os sintomas incluem icterícia, dor no quadrante superior direito do abdome, náuseas e vômitos, semelhantes aos de outras causas de obstrução biliar. A febre pode estar presente se houver colangite associada.
O diagnóstico é frequentemente suspeitado por ultrassonografia e confirmado por colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) ou colangiografia endoscópica retrógrada (CPER), que demonstram a compressão extrínseca do ducto biliar comum.
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