Síndrome de Mirizzi Tipo I: Abordagem Cirúrgica Essencial

UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2020

Enunciado

A melhor opção terapêutica para síndrome de Mirizzi, tipo I, é:

Alternativas

  1. A) Clínico, com antibiótico e nutrição parenteral.
  2. B) Com ácido quenodesoxiclóico.
  3. C) Punção/drenagem percutânea.
  4. D) Cirurgia.
  5. E) Ligadura elástica.

Pérola Clínica

Síndrome de Mirizzi tipo I → Colecistectomia (cirurgia) é a melhor opção.

Resumo-Chave

A Síndrome de Mirizzi, especialmente o tipo I (compressão extrínseca do ducto hepático comum por cálculo impactado no infundíbulo da vesícula), tem a cirurgia como tratamento definitivo. A colecistectomia é o procedimento padrão, com atenção à possível inflamação e fibrose local.

Contexto Educacional

A Síndrome de Mirizzi é uma complicação rara da colelitíase, caracterizada pela compressão extrínseca do ducto hepático comum ou pela formação de uma fístula colecistocoledociana devido a um cálculo impactado no infundíbulo da vesícula biliar ou no ducto cístico. Sua importância clínica reside na dificuldade diagnóstica e na complexidade do manejo cirúrgico, que exige experiência e cuidado para evitar lesões iatrogênicas. A classificação de Csendes é amplamente utilizada para guiar a conduta, dividindo a síndrome em tipos I a V. O tipo I, objeto da questão, envolve apenas a compressão extrínseca, sem fístula. Nesses casos, a inflamação crônica e a fibrose local podem dificultar a dissecção, mas a colecistectomia é a terapia definitiva. A abordagem cirúrgica pode variar de colecistectomia total a subtotal, dependendo do grau de inflamação e da segurança da dissecção do triângulo de Calot. Para residentes de cirurgia, o reconhecimento pré-operatório da Síndrome de Mirizzi é crucial, muitas vezes exigindo colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) ou colangiografia intraoperatória. O manejo cirúrgico é desafiador e deve ser realizado por cirurgiões experientes, visando a remoção do cálculo e da vesícula biliar, com a menor morbidade possível.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a Síndrome de Mirizzi tipo I?

O tipo I da Síndrome de Mirizzi é caracterizado pela compressão extrínseca do ducto hepático comum por um cálculo impactado no infundíbulo da vesícula biliar ou no ducto cístico, sem formação de fístula.

Qual o principal objetivo da cirurgia na Síndrome de Mirizzi?

O principal objetivo da cirurgia é remover a vesícula biliar (colecistectomia) e aliviar a compressão ou reparar a fístula biliar, restaurando o fluxo biliar e prevenindo complicações como colangite e icterícia obstrutiva.

Quais são os riscos da cirurgia para Síndrome de Mirizzi?

Os riscos incluem lesão do ducto biliar, sangramento, infecção e fístula biliar pós-operatória, sendo a cirurgia mais complexa devido à inflamação e distorção anatômica.

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