FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025
As patologias das vias biliares são achados importantes no cotidiano da cirurgia geral. Sobre a síndrome de Mirizzi, assinale a alternativa correta.
Síndrome de Mirizzi = Compressão extrínseca do ducto hepático comum/colédoco por cálculo impactado no infundíbulo/ducto cístico.
A Síndrome de Mirizzi é uma complicação rara da colelitíase, onde um cálculo biliar impactado no infundíbulo da vesícula biliar ou no ducto cístico causa compressão extrínseca do ducto hepático comum ou colédoco, resultando em icterícia obstrutiva e estase biliar.
A Síndrome de Mirizzi é uma complicação rara, porém grave, da colelitíase crônica, que representa um desafio diagnóstico e terapêutico para cirurgiões gerais. Caracteriza-se pela impactação de um cálculo biliar no infundíbulo da vesícula biliar ou no ducto cístico, causando compressão extrínseca do ducto hepático comum ou do colédoco. Essa compressão leva à obstrução do fluxo biliar, resultando em icterícia obstrutiva e, em casos avançados, pode evoluir para a formação de uma fístula colecistobiliar. O reconhecimento precoce é fundamental para evitar complicações e otimizar o manejo cirúrgico. A fisiopatologia envolve a inflamação crônica e a pressão exercida pelo cálculo impactado, que gradualmente erode a parede da vesícula biliar e do ducto biliar adjacente. Clinicamente, os pacientes podem apresentar dor abdominal no quadrante superior direito, febre e icterícia. O diagnóstico é frequentemente suspeitado por exames de imagem como ultrassonografia e tomografia computadorizada, mas a colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) ou a colangiografia endoscópica retrógrada (CPER) são essenciais para confirmar a compressão extrínseca e avaliar a extensão da lesão. O tratamento da Síndrome de Mirizzi é predominantemente cirúrgico e deve ser cuidadosamente planejado devido à complexidade anatômica e ao risco de lesão iatrogênica das vias biliares. A colecistectomia é o procedimento base, mas pode ser necessário realizar um reparo do ducto biliar ou uma reconstrução bilioentérica, dependendo da classificação de Csendes, que descreve os diferentes tipos da síndrome com base na presença e extensão da fístula. Para residentes, o domínio dessa patologia é crucial para a prática da cirurgia geral e para exames de especialidade.
Os sintomas são semelhantes aos da colecistite aguda ou coledocolitíase, incluindo dor no quadrante superior direito, febre e icterícia. A icterícia é um achado chave, indicando a obstrução do fluxo biliar devido à compressão extrínseca.
O diagnóstico é frequentemente suspeitado por ultrassonografia, mas a colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) ou a colangiografia endoscópica retrógrada (CPER) são mais definitivas, mostrando a compressão extrínseca e a possível fístula colecistoentérica.
O tratamento é cirúrgico e desafiador, geralmente envolvendo colecistectomia e, dependendo do tipo da síndrome (classificação de Csendes), reparo da fístula ou reconstrução das vias biliares. A complexidade da cirurgia depende da extensão da erosão do ducto biliar.
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