UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2023
A síndrome de Mirizzi é caracterizada por
Síndrome de Mirizzi = cálculo impactado no infundíbulo da vesícula → compressão extrínseca da via biliar.
A Síndrome de Mirizzi é uma complicação rara da colelitíase, onde um cálculo biliar impactado no infundíbulo da vesícula biliar ou no ducto cístico causa compressão extrínseca do ducto hepático comum, levando a icterícia obstrutiva. Pode haver formação de fístula colecistobiliar, agravando o quadro.
A Síndrome de Mirizzi é uma condição rara, mas clinicamente importante, que ocorre em cerca de 0,1% a 2,5% dos pacientes com colelitíase. É caracterizada pela compressão extrínseca do ducto hepático comum por um cálculo biliar impactado no infundíbulo da vesícula biliar ou no ducto cístico. Essa compressão leva à obstrução biliar e icterícia, podendo ser acompanhada de inflamação e, em casos avançados, formação de fístula colecistobiliar. A fisiopatologia envolve a inflamação crônica da vesícula biliar devido ao cálculo impactado, que leva à fibrose e aderências, comprimindo o ducto hepático comum. A classificação de Csendes divide a síndrome em tipos, dependendo da presença e extensão da fístula colecistobiliar. O diagnóstico é desafiador e muitas vezes feito durante a cirurgia, mas exames de imagem como ultrassonografia, tomografia e, principalmente, a CPRM podem auxiliar na suspeita pré-operatória. O tratamento é predominantemente cirúrgico, com colecistectomia. No entanto, a complexidade da cirurgia varia conforme o tipo de Mirizzi. Em casos de fístula extensa, pode ser necessária uma reconstrução da via biliar, como uma hepaticojejunostomia. O reconhecimento precoce é fundamental para um planejamento cirúrgico adequado e para evitar complicações graves.
Os sintomas são semelhantes aos da colecistite aguda e icterícia obstrutiva, incluindo dor no quadrante superior direito, febre, náuseas, vômitos e icterícia.
O diagnóstico é frequentemente suspeitado por ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, mas a colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) ou colangiografia intraoperatória são mais definitivas.
O tratamento é cirúrgico, geralmente colecistectomia, mas a presença de inflamação severa ou fístula pode tornar o procedimento mais complexo, exigindo reconstrução da via biliar, como uma hepaticojejunostomia.
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