PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2022
Homem de 32 anos dá entrada no pronto-socorro com dor abdominal e vômitos. No exame físico, o paciente apresenta icterícia visível e sensibilidade no quadrante superior direito do abdome. A ultrassonografia abdominal confirma uma compressão extrínseca do ducto biliar comum por um único cálculo biliar. Qual é o diagnóstico mais provável?
Cálculo biliar impactado no ducto cístico/colo da vesícula comprimindo o ducto biliar comum → Síndrome de Mirizzi.
A Síndrome de Mirizzi é caracterizada pela compressão extrínseca do ducto biliar comum por um cálculo impactado no ducto cístico ou no colo da vesícula biliar, resultando em icterícia obstrutiva e dor abdominal.
A Síndrome de Mirizzi é uma complicação rara, porém grave, da colelitíase, caracterizada pela compressão extrínseca do ducto biliar comum por um cálculo impactado no ducto cístico ou no colo da vesícula biliar. É crucial para residentes e cirurgiões reconhecer essa condição devido à sua complexidade diagnóstica e cirúrgica, que pode levar a fístulas colecistobiliares e lesões iatrogênicas. A fisiopatologia envolve a inflamação crônica e a pressão exercida pelo cálculo impactado, que pode levar à necrose da parede da vesícula e à formação de uma fístula colecistobiliar. O diagnóstico é suspeitado clinicamente por icterícia obstrutiva e dor no quadrante superior direito, e confirmado por exames de imagem como ultrassonografia, colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) ou colangiografia intraoperatória. O tratamento da Síndrome de Mirizzi é desafiador e geralmente cirúrgico, com a colecistectomia sendo o procedimento padrão. A abordagem cirúrgica deve ser adaptada ao tipo de Mirizzi (classificação de Csendes), especialmente na presença de fístula. O prognóstico é bom com o manejo adequado, mas a condição exige alta expertise cirúrgica para evitar complicações.
Os sintomas incluem dor abdominal no quadrante superior direito, icterícia obstrutiva (visível), vômitos e, por vezes, febre, resultantes da compressão do ducto biliar comum.
A ultrassonografia pode revelar a presença de um cálculo impactado no ducto cístico ou colo da vesícula, causando dilatação das vias biliares proximais e compressão extrínseca do ducto biliar comum.
O tratamento é predominantemente cirúrgico, geralmente colecistectomia, com manejo cuidadoso da fístula colecistobiliar que pode se formar, dependendo da classificação de Csendes.
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