Síndrome de Mirizzi Tipo II: Definição e Classificação

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2021

Enunciado

Mulher de 65 anos deu entrada na emergência alegando dor em hipocôndrio direito em cólica de forte intensidade e icterícia. Alega ser portadora de colelitíase e está aguardando cirurgia eletiva pelo Sistema Único de Saúde. Após exame físico, exames laboratoriais e de imagens foi diagnosticado síndrome de Mirizzi tipo II. Marque a opção CORRETA sobre a descrição da Síndrome de Mirizzi tipo II:

Alternativas

  1. A) Compressão extrínseca do ducto hepacolédoco por cálculo no infundíbulo da vesícula ou no ducto cístico.
  2. B) Presença de fístula colecistobiliar com diâmetro superior a 2/3 da circunferência do ducto hepacolédoco.
  3. C) Presença de fístula colecistobiliar com erosão de diâmetro inferior a 1/3 da circunferência do ducto hepacolédoco.
  4. D) Presença de fístula colecistobiliar que envolve toda a circunferência do ducto hepacolédoco.
  5. E) Qualquer tipo de fístula colecistoentérica com ou sem íleo biliar.

Pérola Clínica

Síndrome de Mirizzi tipo II = fístula colecistobiliar com erosão < 1/3 da circunferência do colédoco.

Resumo-Chave

A Síndrome de Mirizzi é uma complicação rara da colelitíase, onde um cálculo impactado no ducto cístico ou infundíbulo da vesícula biliar causa compressão extrínseca ou fístula no ducto hepático comum. O tipo II é caracterizado por uma fístula colecistobiliar com erosão de diâmetro inferior a um terço da circunferência do ducto hepático comum.

Contexto Educacional

A Síndrome de Mirizzi é uma complicação incomum, porém grave, da colelitíase crônica, caracterizada pela impactação de um cálculo biliar no ducto cístico ou no infundíbulo da vesícula biliar, resultando em compressão extrínseca do ducto hepático comum (DHC) ou na formação de uma fístula colecistobiliar. Essa condição pode levar a icterícia obstrutiva, colangite e, se não tratada, a complicações sérias. A classificação de Csendes é amplamente utilizada para categorizar a Síndrome de Mirizzi, o que é crucial para o planejamento cirúrgico. O Tipo I envolve apenas a compressão extrínseca do DHC. Os tipos II, III e IV descrevem a presença de uma fístula colecistobiliar, diferenciando-se pela extensão da erosão na parede do DHC: Tipo II (erosão < 1/3 da circunferência), Tipo III (erosão entre 1/3 e 2/3) e Tipo IV (erosão > 2/3 ou envolvendo toda a circunferência). O Tipo V inclui a presença de fístula colecistoentérica, com ou sem íleo biliar. O diagnóstico da Síndrome de Mirizzi é desafiador e frequentemente feito no intraoperatório, embora exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada e colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) possam auxiliar na suspeita pré-operatória. O manejo cirúrgico varia conforme o tipo, podendo ir desde uma colecistectomia simples com reparo da fístula (em tipos menos avançados) até procedimentos mais complexos como hepaticojejunostomia em casos de grande destruição do DHC.

Perguntas Frequentes

O que é a Síndrome de Mirizzi?

A Síndrome de Mirizzi é uma complicação rara da colelitíase, onde um cálculo impactado no ducto cístico ou no infundíbulo da vesícula biliar causa compressão extrínseca do ducto hepático comum (DHC) ou forma uma fístula colecistobiliar, levando a icterícia obstrutiva.

Qual a classificação mais utilizada para a Síndrome de Mirizzi?

A classificação mais utilizada é a de Csendes, que divide a síndrome em cinco tipos, baseando-se na presença e extensão da fístula colecistobiliar e no envolvimento do ducto hepático comum, sendo fundamental para o planejamento cirúrgico.

Qual a diferença entre os tipos I, II, III e IV da Síndrome de Mirizzi?

O tipo I é compressão extrínseca sem fístula. O tipo II é fístula com erosão < 1/3 da circunferência do colédoco. O tipo III é fístula com erosão entre 1/3 e 2/3. O tipo IV é fístula com erosão > 2/3 ou que envolve toda a circunferência do colédoco. O tipo V adiciona fístula colecistoentérica.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo