HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2020
Paciente de 72 anos, com antecedente de gastrectomia, apresenta dor abdominal episódica em hipocôndrio direito há 2 anos. Na última semana, apresentou piora da dor e aparecimento de icterícia. Durante investigação no setor de urgência realizou endoscopia digestiva alta que mostrou achados compatíveis com gastrectomia BII; realizou também ultrassom de abdome e colangiorressonância com achados sugestivos de Síndrome de Mirizzi tipo II. Qual o significado do achado e conduta?
Síndrome de Mirizzi tipo II = cálculo comprime ducto hepático comum + fístula colecistobiliar. Conduta: cirúrgica.
A Síndrome de Mirizzi é uma complicação rara da colelitíase, onde um cálculo impactado no infundíbulo da vesícula biliar ou no ducto cístico comprime extrinsecamente o ducto hepático comum, causando icterícia obstrutiva. Na classificação de Csendes, o Tipo II envolve a presença de uma fístula colecistobiliar, com erosão de menos de um terço da circunferência do ducto hepático comum. A conduta é cirúrgica, visando a remoção do cálculo e a correção da fístula.
A Síndrome de Mirizzi é uma complicação incomum da colelitíase crônica, caracterizada pela obstrução do ducto hepático comum devido à compressão extrínseca por um cálculo impactado no ducto cístico ou no infundíbulo da vesícula biliar. Sua importância reside na dificuldade diagnóstica pré-operatória e na complexidade do manejo cirúrgico, que exige experiência para evitar lesões iatrogênicas das vias biliares. A classificação de Csendes é fundamental para guiar a conduta. O tipo II, como o caso apresentado, é definido pela presença de uma fístula colecistobiliar com erosão parcial da parede do ducto hepático comum. O diagnóstico é frequentemente feito por exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada e, principalmente, colangiorressonância (CPRM), que delineia a anatomia biliar e a extensão da fístula. A CPRE pode ser útil para descompressão biliar pré-operatória em casos selecionados, mas não resolve a fístula. O tratamento da Síndrome de Mirizzi tipo II é cirúrgico, com o objetivo de remover a vesícula biliar, o cálculo impactado e reparar a fístula. A abordagem pode ser desafiadora devido à inflamação crônica e à alteração anatômica. Residentes devem estar cientes dessa condição rara, mas clinicamente relevante, para um planejamento cirúrgico adequado e para evitar complicações intra e pós-operatórias.
A Síndrome de Mirizzi é uma condição rara onde um cálculo biliar impactado no ducto cístico ou infundíbulo da vesícula biliar comprime extrinsecamente o ducto hepático comum, levando a icterícia obstrutiva. Pode se manifestar com dor abdominal em hipocôndrio direito, febre e icterícia.
A classificação de Csendes divide a Síndrome de Mirizzi em cinco tipos. O Tipo I é a compressão extrínseca sem fístula. O Tipo II envolve uma fístula colecistobiliar com erosão de menos de um terço da circunferência do ducto hepático comum. Os tipos III, IV e V envolvem erosões maiores ou fístulas para outros órgãos.
A conduta para a Síndrome de Mirizzi tipo II é predominantemente cirúrgica. A colecistectomia é realizada com a correção da fístula colecistobiliar, que pode envolver uma coledocoplastia ou uma hepaticojejunostomia, dependendo da extensão da lesão do ducto biliar.
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