SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Paciente, sexo feminino, 34 anos, história de dor abdominal recorrente em quadrantes superiores, procura serviço de urgência com novo episódio de dor abdominal e icterícia de início recente. Realizou exames laboratoriais que evidenciaram leucocitose, hiperbilirrubinemia, aumento de transaminases e canaliculares. Foi submetida a exame de imagem com resultado abaixo:Qual o provável diagnóstico da paciente?
Síndrome de Mirizzi = cálculo impactado no ducto cístico/colo da vesícula → compressão extrínseca ou fístula no ducto hepático comum → icterícia obstrutiva.
A Síndrome de Mirizzi é uma complicação rara da colelitíase, onde um cálculo biliar impactado no ducto cístico ou no infundíbulo da vesícula biliar causa compressão extrínseca do ducto hepático comum, resultando em icterícia obstrutiva e colangite. O quadro clínico, com dor abdominal, icterícia e alterações laboratoriais colestáticas, é sugestivo.
A Síndrome de Mirizzi é uma complicação incomum da colelitíase, caracterizada pela impactação de um cálculo biliar no ducto cístico ou no infundíbulo da vesícula biliar, que causa compressão extrínseca do ducto hepático comum ou a formação de uma fístula colecistobiliar. Essa condição leva a um quadro de icterícia obstrutiva e, frequentemente, colangite, mimetizando outras causas de obstrução biliar. Clinicamente, os pacientes apresentam dor abdominal em quadrante superior direito, icterícia, febre e, laboratorialmente, leucocitose, hiperbilirrubinemia direta e elevação de enzimas canaliculares. O diagnóstico é desafiador e muitas vezes feito durante a investigação de icterícia obstrutiva. Exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada e, principalmente, a colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) ou colangiografia endoscópica retrógrada (CPRE) são cruciais para a identificação da compressão ou fístula. O tratamento da Síndrome de Mirizzi é cirúrgico, geralmente colecistectomia, mas a presença da compressão ou fístula torna o procedimento mais complexo e com maior risco de lesão das vias biliares. A classificação de Csendes é utilizada para estadiar a fístula e guiar a abordagem cirúrgica. O reconhecimento precoce é fundamental para um planejamento cirúrgico adequado e para evitar complicações graves.
Os pacientes geralmente apresentam dor abdominal em quadrante superior direito, icterícia obstrutiva, febre e, laboratorialmente, leucocitose, hiperbilirrubinemia (predomínio direto) e elevação de enzimas canaliculares (FA, GGT).
A ultrassonografia pode mostrar o cálculo impactado e a dilatação das vias biliares intra-hepáticas. A colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) ou a colangiografia endoscópica retrógrada (CPRE) são os exames mais definitivos, mostrando a compressão extrínseca ou a fístula colecistobiliar.
Na coledocolitíase, o cálculo está diretamente dentro do ducto colédoco. Na Síndrome de Mirizzi, o cálculo está impactado no ducto cístico ou colo da vesícula, causando compressão extrínseca ou fístula no ducto hepático comum, mimetizando uma obstrução do colédoco.
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