HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2025
A Síndrome Mielodisplásica (SMD) é um conjunto de distúrbios hematológicos caracterizados por displasia medular, citopenia periférica e risco de progressão para Leucemia Mieloide Aguda (LMA). Sobre a SMD, é CORRETO afirmar:
SMD = Displasia medular + citopenias periféricas (anemia, neutropenia, trombocitopenia) + risco de progressão para LMA.
A Síndrome Mielodisplásica (SMD) é um grupo heterogêneo de distúrbios clonais das células-tronco hematopoiéticas, caracterizado por hematopoiese ineficaz e displásica. Isso resulta em citopenias periféricas (anemia, neutropenia, trombocitopenia) e um risco variável de progressão para leucemia mieloide aguda (LMA). Os sintomas são decorrentes das citopenias.
A Síndrome Mielodisplásica (SMD) representa um grupo heterogêneo de neoplasias clonais das células-tronco hematopoiéticas, caracterizadas por hematopoiese ineficaz e displásica na medula óssea, resultando em citopenias periféricas. É uma condição mais comum em idosos, com incidência crescente com a idade, e sua importância clínica reside tanto nos sintomas decorrentes das citopenias quanto no risco de progressão para Leucemia Mieloide Aguda (LMA). O diagnóstico da SMD baseia-se na presença de citopenias persistentes sem causa aparente, evidência de displasia em uma ou mais linhagens mieloides na medula óssea e, em alguns casos, anomalias citogenéticas específicas. As citopenias podem ser anemia, neutropenia ou trombocitopenia, isoladas ou combinadas, e seus sintomas variam de fadiga e dispneia (anemia) a infecções recorrentes (neutropenia) e sangramentos (trombocitopenia). É crucial diferenciar a SMD de outras causas de citopenias, como deficiências vitamínicas ou efeitos de medicamentos. O tratamento da SMD é complexo e individualizado, visando melhorar as citopenias, reduzir a necessidade de transfusões e, em subtipos de alto risco, retardar a progressão para LMA. As opções terapêuticas incluem terapia de suporte (transfusões, fatores de crescimento), agentes hipometilantes e, em casos selecionados, transplante de células-tronco hematopoiéticas. A compreensão da fisiopatologia e dos critérios diagnósticos é essencial para o residente, tanto para a prática clínica quanto para o sucesso em provas de residência.
As manifestações clínicas da SMD são decorrentes das citopenias periféricas. A anemia causa fadiga, palidez e dispneia; a neutropenia leva a infecções frequentes e graves; e a trombocitopenia resulta em sangramentos e equimoses. Os sintomas variam de leves a graves, dependendo do grau das citopenias.
Sim, a Síndrome Mielodisplásica é predominantemente uma doença de idosos, com a idade média de diagnóstico em torno dos 70 anos. Sua incidência aumenta significativamente com o envelhecimento, sendo rara em indivíduos jovens.
A SMD é considerada uma condição pré-leucêmica, com um risco intrínseco de progressão para Leucemia Mieloide Aguda (LMA). A probabilidade de progressão varia de acordo com o subtipo da SMD e fatores prognósticos, sendo um dos principais desafios no manejo da doença.
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