SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2020
A obesidade exógena é um distúrbio do metabolismo energético, que acarreta acúmulo excessivo de gordura corporal. Considerando uma paciente do sexo feminino, negra, 9 anos, peso = 49 kg e altura = 140 cm. Ao exame físico, observa-se acantose nigricans em região cervical. Laboratório evidenciando glicemia de jejum = 118 mg/dl. podemos afirmar:
Obesidade + acantose + glicemia alterada em criança → investigar síndrome metabólica completa.
A obesidade infantil, acantose nigricans (sinal de resistência insulínica) e glicemia de jejum alterada (118 mg/dl) são fortes indicadores de risco para síndrome metabólica. Para um diagnóstico completo, é essencial avaliar também o perfil lipídico, pressão arterial e circunferência abdominal, conforme critérios diagnósticos.
A obesidade exógena na infância é um problema de saúde pública crescente, caracterizado pelo acúmulo excessivo de gordura corporal devido a um desequilíbrio entre a ingestão e o gasto energético. Mais do que um problema estético, a obesidade infantil é um fator de risco significativo para o desenvolvimento de diversas comorbidades, incluindo a síndrome metabólica. A síndrome metabólica em crianças é um conjunto de fatores de risco cardiometabólicos que aumentam a probabilidade de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2 na vida adulta. A fisiopatologia da síndrome metabólica em crianças obesas está intrinsecamente ligada à resistência insulínica, que é exacerbada pelo excesso de tecido adiposo. A acantose nigricans, uma hiperpigmentação e espessamento da pele em áreas de dobra (como região cervical), é um sinal clínico importante de resistência insulínica. Uma glicemia de jejum de 118 mg/dl em uma criança de 9 anos já indica uma alteração no metabolismo da glicose (pré-diabetes), reforçando a necessidade de uma investigação mais aprofundada para a síndrome metabólica. O diagnóstico da síndrome metabólica em crianças e adolescentes não possui um consenso único universal, mas geralmente envolve a presença de obesidade abdominal (circunferência abdominal acima do percentil 90 para idade e sexo) e pelo menos dois dos seguintes critérios: triglicerídeos elevados, HDL-colesterol baixo, pressão arterial elevada e glicemia de jejum alterada. Portanto, a avaliação completa do perfil lipídico, a verificação da pressão arterial e a medição da circunferência abdominal são etapas fundamentais para confirmar o diagnóstico e iniciar o manejo adequado, que inclui mudanças no estilo de vida e, em alguns casos, intervenções farmacológicas.
Os principais componentes incluem obesidade abdominal, dislipidemia (triglicerídeos elevados, HDL baixo), hipertensão arterial e alterações no metabolismo da glicose (resistência insulínica, glicemia de jejum alterada).
A acantose nigricans é um marcador cutâneo de resistência insulínica, frequentemente observada em crianças obesas e com risco aumentado para diabetes tipo 2 e síndrome metabólica.
Em crianças, o IMC é avaliado por percentis específicos para idade e sexo. Obesidade é definida como IMC ≥ percentil 97, e sobrepeso como IMC entre percentil 85 e 97.
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