Síndrome Metabólica: Critérios Diagnósticos e Fatores de Risco

UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2021

Enunciado

A síndrome metabólica é um importante fator de risco para doenças cardiovasculares e diabetes mellitus tipo 2. Sobre ela, assinale Verdadeiro ou Falso nas afirmativas abaixo e, em seguida, marque a sequência de respostas corretas da questão.(  ) a síndrome metabólica consiste numa constelação de anormalidades metabólicas incluindo obesidade periférica, resistência à insulina, hipertensão, dislipidemia, triglicerídeos altos e HDL baixo.(  ) são seus sinônimos: síndrome X ou síndrome de resistência insulínica.(  ) na síndrome metabólica os níveis de triglicerídeos em jejum devem ser > 150 mg / dL; colesterol HDL <40 mg / dL para homens e <50 mg / dL para mulheres e a glicose plasmática de jejum ≥100 mg / dL.(  ) limiares de circunferência de cintura na síndrome metabólica são ≥80 cm para mulheres brancas e afroamericanas e ≥ 94 cm para homens brancos e afroamericanos.

Alternativas

  1. A) F, V, F, V
  2. B) F, F, V, V
  3. C) V, V, F, F
  4. D) F, V, V, V
  5. E) F, V, V, F

Pérola Clínica

Síndrome Metabólica: diagnóstico por 3+ critérios (obesidade abdominal, TG↑, HDL↓, PA↑, glicemia↑).

Resumo-Chave

A Síndrome Metabólica é uma constelação de fatores de risco que aumentam o risco cardiovascular e de diabetes tipo 2. É diagnosticada pela presença de pelo menos três dos cinco critérios: obesidade abdominal, triglicerídeos elevados, HDL baixo, hipertensão e glicemia de jejum elevada.

Contexto Educacional

A Síndrome Metabólica (SM) é um conjunto de fatores de risco metabólicos que aumentam significativamente a probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares ateroscleróticas e diabetes mellitus tipo 2. É também conhecida como Síndrome X ou Síndrome de Resistência à Insulina, refletindo a fisiopatologia central da condição. A prevalência da SM tem aumentado globalmente, paralelamente à epidemia de obesidade e sedentarismo, tornando-a um importante problema de saúde pública. O diagnóstico da SM é feito pela presença de pelo menos três dos cinco critérios estabelecidos por organizações como o NCEP ATP III (National Cholesterol Education Program Adult Treatment Panel III) ou IDF (International Diabetes Federation). Estes critérios incluem: obesidade abdominal (circunferência da cintura >102 cm para homens e >88 cm para mulheres, com variações étnicas); triglicerídeos ≥150 mg/dL; HDL-colesterol <40 mg/dL para homens e <50 mg/dL para mulheres; pressão arterial ≥130/85 mmHg ou uso de medicação anti-hipertensiva; e glicemia de jejum ≥100 mg/dL ou diagnóstico prévio de diabetes tipo 2. O manejo da síndrome metabólica envolve mudanças no estilo de vida, como dieta saudável, perda de peso e aumento da atividade física, que são a base do tratamento. Em alguns casos, pode ser necessária a intervenção farmacológica para controlar os componentes individuais, como hipertensão, dislipidemia e hiperglicemia. A abordagem multidisciplinar é essencial para reduzir os riscos de morbidade e mortalidade associados à SM e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais são os cinco componentes que compõem a Síndrome Metabólica?

Os cinco componentes são: obesidade abdominal (circunferência da cintura elevada), triglicerídeos elevados, colesterol HDL baixo, pressão arterial elevada e glicemia de jejum elevada. A presença de três ou mais desses critérios define a síndrome.

Quais são os valores de corte para triglicerídeos e HDL na síndrome metabólica?

Os valores de corte são: Triglicerídeos ≥ 150 mg/dL. Colesterol HDL < 40 mg/dL para homens e < 50 mg/dL para mulheres. Esses valores indicam dislipidemia aterogênica.

A obesidade periférica é um critério para síndrome metabólica?

Não, o critério é a obesidade abdominal (ou central), medida pela circunferência da cintura. A gordura visceral, associada à obesidade abdominal, é metabolicamente mais ativa e está mais fortemente ligada à resistência à insulina e aos riscos cardiovasculares.

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