HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2023
Homem de 50 anos procura clínico para saber se tem diabetes. Traz consigo exames que mostram glicemia de jejum: 112 mg/dL e 118 mg/dL (em duas ocasiões diferentes), triglicérides: 220 mg/dL, HDL: 30 mg/dL e LDL: 130 mg/dL. Seu exame físico revela IMC: 28 kg/m² e circunferência abdominal: 106 cm. Entre os diagnósticos abaixo, o mais provável para este paciente é
Síndrome Metabólica = ≥3 critérios: obesidade abdominal, glicemia alterada, dislipidemia (↑TG, ↓HDL), PA elevada.
A Síndrome Metabólica é um conjunto de fatores de risco que aumentam a probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2. O diagnóstico é feito pela presença de pelo menos três dos cinco critérios principais: obesidade abdominal, glicemia de jejum alterada, hipertensão arterial, triglicerídeos elevados e HDL baixo.
A síndrome metabólica (SM) é uma condição complexa caracterizada por um agrupamento de fatores de risco cardiometabólicos que aumentam significativamente a probabilidade de desenvolver diabetes mellitus tipo 2 e doenças cardiovasculares ateroscleróticas. Sua prevalência é crescente globalmente, impulsionada pela epidemia de obesidade e sedentarismo. O diagnóstico da SM é feito com base na presença de pelo menos três dos cinco critérios principais, conforme as diretrizes de consenso (como NCEP ATP III ou IDF). No caso do paciente, ele apresenta: glicemia de jejum alterada (112 e 118 mg/dL, ambos ≥100 mg/dL), triglicerídeos elevados (220 mg/dL, ≥150 mg/dL), HDL baixo (30 mg/dL, <40 mg/dL para homens) e obesidade abdominal (circunferência de 106 cm, >102 cm para homens). Com quatro critérios presentes, o diagnóstico de síndrome metabólica é o mais provável. A fisiopatologia central envolve a resistência à insulina, que leva a um estado pró-inflamatório, disfunção endotelial e alterações metabólicas. O manejo da síndrome metabólica é multifacetado e visa a modificação do estilo de vida (dieta saudável, atividade física regular) como primeira linha de tratamento. A perda de peso e o aumento da atividade física podem melhorar significativamente a resistência à insulina e todos os componentes da síndrome. Além disso, pode ser necessário o tratamento farmacológico dos componentes individuais, como hipertensão, dislipidemia e hiperglicemia. Para residentes, o reconhecimento precoce e o manejo abrangente da SM são cruciais para a prevenção primária e secundária de doenças crônicas.
Os critérios diagnósticos mais aceitos (ATP III, IDF, NCEP) incluem a presença de pelo menos três dos seguintes: obesidade abdominal (circunferência >102cm homens, >88cm mulheres), triglicerídeos ≥150 mg/dL, HDL <40 mg/dL (homens) ou <50 mg/dL (mulheres), pressão arterial ≥130/85 mmHg e glicemia de jejum ≥100 mg/dL.
A síndrome metabólica é um forte preditor de doenças cardiovasculares ateroscleróticas e diabetes tipo 2, pois a combinação desses fatores de risco potencializa o dano vascular e a resistência à insulina.
A resistência à insulina é considerada o elo central na fisiopatologia da síndrome metabólica, levando a hiperglicemia, dislipidemia (aumento de triglicerídeos e redução de HDL), hipertensão e acúmulo de gordura visceral.
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