HASP - Hospital Adventista de São Paulo — Prova 2022
Dados epidemiológicos populacionais têm verificado a maior incidência de diabetes mellitus tipo 2 entre crianças e adolescentes secundária a maior prevalência de obesidade neste grupo. Em relação a essa temática assinale a alternativa correta:
Síndrome Metabólica = obesidade visceral + dislipidemia + hipertensão + resistência à insulina.
A Síndrome Metabólica é um conjunto de fatores de risco cardiometabólicos que aumentam significativamente o risco de diabetes mellitus tipo 2 e doenças cardiovasculares. Seus componentes principais são obesidade visceral (medida pela circunferência abdominal), dislipidemia (triglicerídeos elevados, HDL baixo), hipertensão arterial e resistência à insulina, que frequentemente se manifesta como hiperglicemia.
A Síndrome Metabólica (SM) representa um agrupamento de fatores de risco cardiometabólicos que, quando presentes em conjunto, aumentam substancialmente a probabilidade de desenvolver diabetes mellitus tipo 2 e doenças cardiovasculares. Sua crescente incidência em crianças e adolescentes reflete a epidemia global de obesidade, tornando-se um desafio significativo na pediatria e atenção primária. A fisiopatologia da SM é complexa, centrada na resistência à insulina e na inflamação crônica de baixo grau, frequentemente impulsionadas pela obesidade visceral. Essa resistência leva a hiperinsulinemia compensatória, que contribui para dislipidemia (aumento de triglicerídeos, redução de HDL), hipertensão arterial e disfunção endotelial. O diagnóstico da SM em crianças e adolescentes utiliza critérios adaptados, mas os componentes essenciais permanecem: obesidade visceral (circunferência abdominal), dislipidemia, hipertensão e alterações da glicemia (resistência à insulina). O reconhecimento precoce e a intervenção no estilo de vida são cruciais para prevenir a progressão para doenças crônicas na vida adulta.
Os principais componentes são obesidade visceral (circunferência abdominal aumentada), dislipidemia (triglicerídeos elevados e/ou HDL baixo), hipertensão arterial e resistência à insulina (glicemia de jejum alterada ou diabetes).
A obesidade visceral é um componente central, pois o tecido adiposo visceral é metabolicamente ativo, liberando ácidos graxos e citocinas inflamatórias que contribuem para a resistência à insulina e disfunção metabólica.
Não, a Síndrome Metabólica tem sido cada vez mais diagnosticada em crianças e adolescentes, impulsionada pela crescente prevalência de obesidade pediátrica, aumentando o risco de doenças cardiovasculares e DM2 precocemente.
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