Síndrome de Meigs: Diagnóstico e Tratamento Cirúrgico

PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2022

Enunciado

Mulher, 72 anos de idade, hipertensa e com obesidade grau 1, vem, há um mês, referindo aumento do volume abdominal e dispneia leve. Realizou ultrassonografia pélvica que evidenciou lesão sólida em ovário esquerdo, hipoecóica, bem delimitada, sem fluxo ao Doppler, de 2,0cm, com sombra acústica posterior; presença de grande volume de líquido livre em cavidade. Exame de imagem evidenciou derrame pleural. Nega perda ponderai. Feito estudo de CA-125 que veio em baixos níveis.Especifique a conduta inicial que deve ser adotada nesse caso, considerando a principal hipótese diagnóstica:

Alternativas

  1. A) Quimioterapia.
  2. B) Salpingooforectomia esquerda.
  3. C)    Salpingooforectomia bilateral, histerectomia e citorredução ótima.
  4. D) Salpingooforectomia bilateral, seguido de quimioterapia.

Pérola Clínica

Massa ovariana sólida + ascite + derrame pleural + CA-125 normal → Síndrome de Meigs = Salpingooforectomia.

Resumo-Chave

A tríade de tumor ovariano (geralmente benigno, como fibroma), ascite e derrame pleural, com CA-125 normal, é característica da Síndrome de Meigs. A conduta inicial é a remoção cirúrgica do tumor ovariano (salpingooforectomia unilateral), que geralmente resolve a ascite e o derrame pleural.

Contexto Educacional

A Síndrome de Meigs é uma condição rara caracterizada pela tríade de tumor ovariano benigno (mais frequentemente um fibroma, mas pode ser um tecoma ou tumor de Brenner), ascite e derrame pleural. Embora a presença de ascite e derrame pleural possa inicialmente sugerir malignidade avançada, a Síndrome de Meigs é uma condição benigna com excelente prognóstico após o tratamento adequado. O diagnóstico diferencial é crucial, especialmente com o câncer de ovário, que também pode apresentar ascite e derrame pleural. No entanto, na Síndrome de Meigs, o CA-125, um marcador tumoral frequentemente elevado em neoplasias ovarianas malignas, geralmente está em níveis normais ou apenas discretamente elevados. As características ultrassonográficas do tumor (sólido, hipoecóico, bem delimitado, sem fluxo ao Doppler e com sombra acústica posterior) também sugerem benignidade. A conduta terapêutica para a Síndrome de Meigs é a remoção cirúrgica do tumor ovariano afetado, geralmente por salpingooforectomia unilateral. Após a excisão do tumor, tanto a ascite quanto o derrame pleural regridem espontaneamente, confirmando o diagnóstico e resultando na cura da paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os componentes da Síndrome de Meigs?

A Síndrome de Meigs é caracterizada pela tríade de tumor ovariano benigno (mais comumente fibroma), ascite e derrame pleural. É importante ressaltar que o CA-125 geralmente está dentro dos limites da normalidade.

Por que o CA-125 é importante no diagnóstico diferencial da Síndrome de Meigs?

O CA-125 é um marcador tumoral que geralmente está elevado em casos de câncer de ovário. Na Síndrome de Meigs, apesar da presença de ascite e derrame pleural que podem sugerir malignidade, o CA-125 tipicamente permanece em níveis normais, ajudando a diferenciar de neoplasias malignas.

Qual a conduta terapêutica para a Síndrome de Meigs?

A conduta definitiva é a remoção cirúrgica do tumor ovariano, geralmente por salpingooforectomia unilateral. Após a ressecção do tumor, tanto a ascite quanto o derrame pleural tendem a regredir espontaneamente.

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