UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2016
Uma mulher de 75 anos apresenta-se ao pronto-socorro após um politrauma. Ela tem diminuição de força e sensibilidade nos membros superiores. Ela tem força normal e sensibilidade nas pernas. O diagnóstico mais provável é:
Politrauma + fraqueza/sensibilidade ↓ MMSS > MMII = Síndrome Medular Central.
A Síndrome Medular Central é a lesão medular incompleta mais comum após hiperextensão cervical, especialmente em idosos com estenose preexistente. Caracteriza-se por maior comprometimento motor e sensitivo nos membros superiores do que nos inferiores, devido à localização das fibras do trato corticoespinhal e espinotalâmico.
A Síndrome Medular Central é a lesão medular incompleta mais comum, especialmente em pacientes idosos após traumas de hiperextensão cervical. A fisiopatologia envolve a compressão da medula espinhal, geralmente por osteófitos ou ligamento amarelo hipertrofiado em um canal cervical já estreito, resultando em isquemia e hemorragia na substância cinzenta central da medula. As fibras dos tratos corticoespinhais e espinotalâmicos que inervam os membros superiores estão localizadas mais centralmente na medula, sendo mais suscetíveis a esse tipo de lesão, enquanto as fibras dos membros inferiores, mais laterais, são relativamente poupadas. Clinicamente, a Síndrome Medular Central manifesta-se por fraqueza motora e perda sensitiva que são mais acentuadas nos membros superiores do que nos inferiores. A força e a sensibilidade nas pernas podem estar normais ou minimamente afetadas. Pode haver também disfunção vesical. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história de trauma e no exame neurológico, e confirmado por exames de imagem como a ressonância magnética da coluna cervical, que pode revelar edema, hemorragia ou contusão medular. O prognóstico para a recuperação motora na Síndrome Medular Central é geralmente bom, com recuperação que tende a ocorrer primeiro nos membros inferiores, depois na função da bexiga, e por último nos membros superiores e nas mãos. O tratamento inicial envolve a imobilização da coluna cervical, manejo da pressão arterial e, em alguns casos, descompressão cirúrgica se houver evidência de compressão persistente. É crucial para residentes reconhecer essa síndrome rapidamente para iniciar o manejo adequado e prever o padrão de recuperação, diferenciando-a de outras síndromes medulares que possuem prognósticos e abordagens distintas.
A Síndrome Medular Central é caracterizada por maior perda de força e sensibilidade nos membros superiores do que nos membros inferiores. Pode haver também disfunção da bexiga e perda variável de sensibilidade. É frequentemente associada a lesões por hiperextensão da coluna cervical em pacientes com estenose preexistente.
A Síndrome Medular Central apresenta déficits mais proeminentes nos membros superiores bilateralmente. A Síndrome de Brown-Sequard, por sua vez, resulta de uma hemissecção medular, causando perda motora ipsilateral e perda de sensibilidade vibratória/proprioceptiva ipsilateral, com perda de dor e temperatura contralateral à lesão.
O mecanismo de lesão mais comum na Síndrome Medular Central é a hiperextensão da coluna cervical, que causa compressão da medula espinhal por osteófitos ou ligamento amarelo hipertrofiado, especialmente em pacientes idosos com estenose cervical preexistente. Isso leva a danos isquêmicos e hemorrágicos na porção central da medula.
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