Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2022
Homem, 64 anos de idade, é trazido ao PS após queda da própria altura, resultando em trauma na face. O exame inicial demonstrou paciente consciente e hemodinamicamente estável, com sinais vitais normais. O exame neurológico evidenciou força muscular grau 1 em membros superiores, grau 3 em membros inferiores, sensibilidade tátil diminuída globalmente em membros superiores e inferiores. O paciente referia dificuldade para urinar. Qual é a hipótese diagnóstica mais provável?
Trauma cervical + fraqueza MS > MI + disfunção vesical → Síndrome medular central.
A Síndrome Medular Central é caracterizada por fraqueza desproporcional nos membros superiores em relação aos inferiores, geralmente após trauma de hiperextensão cervical. A disfunção vesical é comum, e a sensibilidade pode estar preservada ou alterada de forma variável.
A Síndrome Medular Central é a síndrome medular incompleta mais comum, frequentemente resultante de um trauma de hiperextensão cervical, especialmente em pacientes idosos com estenose do canal cervical preexistente. O mecanismo de lesão envolve a compressão da medula espinhal, afetando predominantemente as fibras mais centrais, que correspondem aos tratos corticoespinhais responsáveis pela inervação dos membros superiores. É vital para o residente reconhecer essa síndrome para um manejo adequado e prognóstico. Clinicamente, a Síndrome Medular Central manifesta-se por fraqueza motora desproporcional, sendo mais grave nos membros superiores do que nos inferiores. A sensibilidade tátil e dolorosa pode estar diminuída ou preservada de forma variável, e a disfunção vesical neurogênica (retenção urinária) é uma característica comum devido ao comprometimento das vias autonômicas sacrais. O diagnóstico é primariamente clínico, mas a ressonância magnética da coluna cervical é crucial para identificar a lesão medular e descartar outras causas. O tratamento inicial é conservador, com imobilização cervical, manejo da dor e fisioterapia. A recuperação motora é geralmente melhor nos membros inferiores do que nos superiores, e a função vesical também tende a melhorar. O prognóstico é variável e depende da gravidade da lesão inicial, mas a maioria dos pacientes apresenta alguma melhora. A compreensão dessa síndrome é fundamental para o residente, pois permite uma abordagem diagnóstica e terapêutica rápida, otimizando os resultados funcionais do paciente.
A Síndrome Medular Central é caracterizada por fraqueza motora desproporcional, mais acentuada nos membros superiores do que nos inferiores, perda sensorial variável e, frequentemente, disfunção vesical. É comum após lesões de hiperextensão cervical.
A principal causa da Síndrome Medular Central é o trauma de hiperextensão cervical, que leva à compressão da medula espinhal, especialmente em pacientes com estenose do canal cervical preexistente. Isso afeta mais as fibras dos tratos corticoespinhais que inervam os membros superiores.
A Síndrome Medular Central apresenta fraqueza motora predominante em membros superiores e perda sensorial variável. A Síndrome de Brown-Séquard, por outro lado, é caracterizada por perda motora e proprioceptiva ipsilateral à lesão, e perda de dor e temperatura contralateral à lesão.
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