Síndrome Medular Central: Diagnóstico e Prognóstico

UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2018

Enunciado

Considerando-se os traumatismos raquimedulares, na lesão medular traumática incompleta ainda existem alguns movimentos voluntários ou sensação abaixo do nível da lesão. Qual a síndrome que ocorre com mais frequência e que tem como característica cursar com tetraparesia que afeta mais os membros superiores e, em mais de 50% dos casos, voltam a deambular e ter controle esfincteriano?

Alternativas

  1. A) Síndrome de Brrown-Sequárd
  2. B) Anterior
  3. C) Central
  4. D) Posterior

Pérola Clínica

Lesão medular incompleta com tetraparesia MS > MI, boa recuperação deambulação/esfíncter → Síndrome Medular Central.

Resumo-Chave

A Síndrome Medular Central é a lesão medular incompleta mais comum, especialmente após hiperextensão cervical em idosos. Caracteriza-se por fraqueza desproporcional nos membros superiores em relação aos inferiores, devido à lesão das fibras mais centrais do trato corticoespinhal. O prognóstico funcional é relativamente bom, com recuperação da deambulação e controle esfincteriano em muitos casos.

Contexto Educacional

As síndromes medulares traumáticas incompletas representam um espectro de lesões onde alguma função motora ou sensitiva é preservada abaixo do nível da lesão. A Síndrome Medular Central é a mais comum delas, frequentemente associada a traumas de hiperextensão da coluna cervical, especialmente em pacientes idosos com estenose preexistente do canal medular. A fisiopatologia envolve a lesão das fibras mais centrais da medula, que correspondem aos tratos corticoespinhais que inervam os membros superiores, e aos tratos espinotalâmicos. Clinicamente, a Síndrome Medular Central se manifesta com tetraparesia, sendo a fraqueza mais pronunciada nos membros superiores do que nos inferiores. Pode haver também perda sensitiva variável e disfunção vesical. O diagnóstico é primariamente clínico, complementado por exames de imagem como a ressonância magnética para avaliar a extensão da lesão medular. O prognóstico funcional da Síndrome Medular Central é relativamente bom, com muitos pacientes recuperando a capacidade de deambular e o controle esfincteriano. O tratamento inicial foca na estabilização da coluna e suporte geral, seguido por reabilitação intensiva. O conhecimento detalhado das síndromes medulares é crucial para o residente, pois permite um diagnóstico preciso, um prognóstico adequado e a implementação de um plano de tratamento e reabilitação eficaz.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas da Síndrome Medular Central?

A Síndrome Medular Central é caracterizada por fraqueza motora desproporcional, afetando mais os membros superiores do que os inferiores. Pode haver perda variável de sensibilidade e disfunção esfincteriana. É frequentemente causada por lesão de hiperextensão cervical, comum em idosos com estenose do canal medular.

Qual o prognóstico funcional da Síndrome Medular Central em comparação com outras síndromes?

A Síndrome Medular Central geralmente apresenta um prognóstico funcional mais favorável em comparação com outras síndromes medulares incompletas. Mais de 50% dos pacientes recuperam a capacidade de deambular e ter controle esfincteriano, embora a recuperação da função fina das mãos possa ser limitada.

Como diferenciar a Síndrome Medular Central da Síndrome de Brown-Séquard?

A Síndrome Medular Central cursa com fraqueza maior em membros superiores e déficits sensitivos variáveis. A Síndrome de Brown-Séquard, resultante de hemisseção medular, apresenta déficits ipsilaterais de função motora e propriocepção, e déficits contralaterais de dor e temperatura, abaixo do nível da lesão.

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