Síndrome Medular Aguda: Diagnóstico e Sinais Chave

HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2020

Enunciado

Mulher de 32 anos refere há 18 dias febre, dor retro-orbitária, mialgia e astenia evoluindo após 4 dias para quadro plegia em membros inferiores, perda de todas as sensibilidades abaixo do nível do umbigo associado à retenção urinária. O provável diagnóstico sindrômico é:

Alternativas

  1. A) Síndrome medular.
  2. B) Síndrome de primeiro neurônio motor.
  3. C) Síndrome de segundo neurônio motor.
  4. D) Síndrome extra-piramidal.
  5. E) Síndrome de hipertensão intracraniana.

Pérola Clínica

Plegia + perda sensibilidade com nível + retenção urinária → Síndrome medular aguda.

Resumo-Chave

A combinação de plegia em membros inferiores, perda de todas as sensibilidades com um nível definido (abaixo do umbigo, indicando lesão torácica) e retenção urinária é altamente sugestiva de uma síndrome medular aguda. A história de febre e mialgia prévias pode indicar uma causa infecciosa ou pós-infecciosa.

Contexto Educacional

A síndrome medular é uma condição neurológica grave que resulta da disfunção da medula espinhal, podendo ser causada por uma variedade de etiologias, incluindo inflamações, infecções, compressões ou isquemias. É fundamental para o residente reconhecer rapidamente essa síndrome, pois o diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem prevenir sequelas neurológicas permanentes. A apresentação clínica é caracterizada por uma tríade de déficits motores, sensitivos e autonômicos. O quadro clínico típico de uma síndrome medular aguda inclui fraqueza ou paralisia (plegia) que pode ser paraplegia ou tetraplegia, dependendo do nível da lesão. A perda de sensibilidade é característica e apresenta um "nível sensitivo" claro, ou seja, uma linha demarcatória abaixo da qual a sensibilidade está alterada ou ausente. A disfunção autonômica é comum e se manifesta como retenção urinária, constipação e, em homens, disfunção erétil. A dor retro-orbitária, febre e mialgia prévias podem sugerir uma etiologia infecciosa ou pós-infecciosa, como na mielite transversa. O diagnóstico diferencial da síndrome medular é amplo e inclui mielite transversa (idiopática, pós-infecciosa, associada a doenças autoimunes como esclerose múltipla ou neuromielite óptica), compressão medular (tumores, hérnias discais, abscessos), infarto medular e trauma. A investigação inclui ressonância magnética da coluna vertebral, punção lombar e exames laboratoriais. O tratamento é direcionado à causa subjacente e pode envolver corticosteroides, imunoglobulina, plasmaférese ou cirurgia descompressiva. O prognóstico varia amplamente dependendo da etiologia e da rapidez do tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais clínicos de uma síndrome medular?

Os sinais incluem déficits motores (paresia ou plegia), déficits sensitivos com um nível claro (perda de sensibilidade abaixo de um determinado dermátomo), e disfunção autonômica (retenção urinária, constipação, disfunção erétil).

O que o nível sensitivo indica em uma síndrome medular?

O nível sensitivo (por exemplo, abaixo do umbigo) é crucial para localizar a lesão na medula espinhal, correspondendo ao dermátomo afetado. Abaixo do umbigo geralmente indica lesão torácica (T10).

Quais são as causas comuns de síndrome medular aguda?

As causas podem ser inflamatórias/autoimunes (mielite transversa, esclerose múltipla), infecciosas (virais, bacterianas), vasculares (infarto medular), compressivas (tumores, hérnias) ou traumáticas.

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