SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Homem 78 nos. Queda frontal (bateu a face) da própria altura há 1h. GCS =15. Fraqueza (grau II de força) em membros superiores e deambula normalmente. TC espinal sem fraturas e com osteoartrose da coluna cervical.O quadro clínico descrito é compatível com
Síndrome Medular Central → fraqueza MS > MI, geralmente por hiperextensão cervical em idosos com estenose.
A Síndrome da Medula Central é comum em idosos com osteoartrose cervical após trauma de hiperextensão. Caracteriza-se por maior déficit motor em membros superiores do que inferiores, devido à localização mais central das fibras motoras dos MS no trato corticoespinhal.
A Síndrome da Medula Central é a lesão medular incompleta mais comum, especialmente em idosos. É crucial reconhecê-la para um manejo adequado, pois seu prognóstico e tratamento diferem de outras lesões medulares. A compreensão de sua fisiopatologia é fundamental para a prática clínica e para questões de residência. A fisiopatologia envolve a compressão da porção central da medula cervical, onde as fibras motoras dos membros superiores estão mais medialmente localizadas no trato corticoespinhal do que as dos membros inferiores. Isso explica a fraqueza predominante nos braços. O diagnóstico é clínico, com exames de imagem (TC, RM) para avaliar a causa e a extensão da lesão. A suspeita deve surgir em pacientes com trauma cervical e déficit motor desproporcional. O tratamento inicial é de suporte, com imobilização cervical e manejo da dor. A descompressão cirúrgica pode ser considerada em casos de compressão persistente ou deterioração neurológica. O prognóstico é relativamente bom, com recuperação motora geralmente começando pelos membros inferiores e progredindo para os superiores, embora a recuperação fina das mãos possa ser limitada.
Os principais sinais incluem fraqueza motora predominante nos membros superiores em comparação com os membros inferiores, com graus variáveis de perda sensorial e disfunção vesical.
Geralmente ocorre por trauma de hiperextensão cervical em pacientes com estenose do canal medular preexistente, como a osteoartrose, comprimindo a porção central da medula.
O prognóstico é variável, mas geralmente melhor do que em outras síndromes medulares. A recuperação motora dos membros inferiores tende a ser melhor e mais rápida que a dos membros superiores.
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