HOA - Hospital Oftalmológico do Acre - Rio Branco — Prova 2020
Menino de 12 anos de idade é trazido ao pronto-socorro com história de falta de ar há 48 horas, cefaleia e desmaio. Ao exame, encontra-se ansioso, dispneico, pletórico, com estase venosa central. O paciente se recusa a deitar para o exame abdominal, a ausculta pulmonar é limpa. Qual diagnóstico mais provável?
Síndrome mediastino superior: dispneia, pletora, estase venosa central, recusa decúbito → emergência oncológica.
A Síndrome do Mediastino Superior (SMS) é uma emergência médica, frequentemente oncológica em crianças, causada pela compressão da veia cava superior. Os sintomas resultam do aumento da pressão venosa acima da obstrução, levando a edema e congestão. A recusa em deitar é um sinal clássico devido ao agravamento da dispneia e congestão cerebral em decúbito.
A Síndrome do Mediastino Superior (SMS) é uma condição clínica grave causada pela obstrução do fluxo sanguíneo na veia cava superior (VCS), resultando em congestão venosa na cabeça, pescoço e membros superiores. Embora mais comum em adultos devido a neoplasias pulmonares, em crianças, linfomas e leucemias são as causas mais frequentes, tornando-a uma emergência oncológica. O reconhecimento precoce é vital para evitar complicações graves. A fisiopatologia envolve a compressão extrínseca ou intrínseca da VCS por massas tumorais, trombose ou fibrose. Os sintomas incluem dispneia, tosse, dor torácica, pletora facial, edema de face e pescoço, estase jugular e veias colaterais proeminentes. Sinais neurológicos como cefaleia, tontura e síncope podem ocorrer devido à congestão cerebral. A recusa em deitar é um sinal clássico, pois o decúbito agrava a congestão. O diagnóstico é clínico e confirmado por exames de imagem como radiografia de tórax, tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM). O tratamento inicial da SMS é de suporte, visando aliviar os sintomas e estabilizar o paciente, que pode incluir oxigenoterapia, elevação da cabeceira do leito e, em alguns casos, diuréticos ou corticosteroides. O tratamento definitivo depende da causa subjacente, geralmente radioterapia ou quimioterapia para tumores malignos. É crucial iniciar a investigação etiológica rapidamente, mas sem atrasar as medidas de suporte, pois a SMS pode evoluir para edema cerebral e insuficiência respiratória.
Os sinais incluem dispneia, tosse, dor torácica, pletora facial, edema de face e pescoço, estase jugular e veias colaterais proeminentes no tórax. Cefaleia e tontura também podem ocorrer devido à congestão cerebral.
Em crianças, a principal causa são os tumores mediastinais, como linfomas (especialmente Linfoma Não-Hodgkin de células T) e leucemias, que comprimem a veia cava superior.
A posição de decúbito dorsal agrava a compressão da veia cava superior e o retorno venoso cerebral, intensificando a dispneia, a cefaleia e a tontura, o que leva o paciente a preferir a posição sentada.
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