SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2021
Sobre a Síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-Hauser (MRKH) é CORRETO afirmar que:
MRKH = agenesia mülleriana (atresia vaginal, útero/tubas hipoplásicos) + amenorreia primária + cariótipo 46,XX.
A Síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-Hauser (MRKH) é uma malformação congênita caracterizada pela agenesia ou hipoplasia das estruturas derivadas dos ductos de Müller (útero, tubas uterinas e terço superior da vagina), resultando em amenorreia primária em mulheres com genitália externa e ovários normais e cariótipo 46,XX.
A Síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-Hauser (MRKH) é uma condição congênita rara que afeta o desenvolvimento do sistema reprodutor feminino. Caracteriza-se pela agenesia ou hipoplasia grave das estruturas derivadas dos ductos de Müller, que incluem o útero, as tubas uterinas e os dois terços superiores da vagina. É a segunda causa mais comum de amenorreia primária, afetando aproximadamente 1 em cada 4.500 a 5.000 nascimentos femininos. Clinicamente, a MRKH manifesta-se principalmente pela amenorreia primária em adolescentes que apresentam desenvolvimento puberal normal (mamas e pelos pubianos), genitália externa feminina típica e ovários funcionantes. O cariótipo é normal (46,XX). O diagnóstico é geralmente feito por ultrassonografia pélvica e ressonância magnética, que demonstram a ausência ou hipoplasia uterina e vaginal. O manejo da MRKH foca na criação de uma neovagina para permitir a atividade sexual, seja por dilatação progressiva ou cirurgia (vaginoplastia). Embora a infertilidade uterina seja uma consequência, a função ovariana preservada permite a possibilidade de gestação via fertilização in vitro e útero de substituição. É importante também investigar anomalias associadas, como as renais e esqueléticas.
As principais características incluem amenorreia primária (ausência de menstruação até os 16 anos), genitália externa feminina normal, ovários funcionantes e cariótipo 46,XX. O diagnóstico é confirmado pela ausência ou hipoplasia do útero e da vagina.
Sim, a Síndrome de MRKH causa infertilidade uterina devido à agenesia ou hipoplasia grave do útero, impossibilitando a gestação. No entanto, os ovários são funcionantes, permitindo a obtenção de óvulos para fertilização in vitro e gestação por meio de barriga de aluguel.
Cerca de 15-30% das pacientes com MRKH podem apresentar anomalias renais (agenesia renal unilateral, rim em ferradura), e anomalias esqueléticas (principalmente da coluna vertebral) também são comuns, justificando a investigação completa.
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