Síndrome de May-Thurner: Diagnóstico e TVP Ilíaco-Femoral

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2023

Enunciado

Leia o caso clínico. Paciente do sexo feminino, 30 anos, é encaminhada ao pronto-socorro com quadro de dor e inchaço na perna esquerda há 3 dias. Paciente nega comorbidades associadas e uso de quaisquer tipos de medicamentos de uso contínuo. Ao exame físico na admissão, o médico nota um edema importante de todo membro inferior esquerdo, desde a raiz da coxa e com empastamento da panturrilha. Diante do quadro apresentado um ecoddopler venoso mostrou sinais de trombose venosa profunda aguda ilíaco-femoral esquerda. Considerando todo o quadro clínico podemos considerar como hipótese diagnóstica

Alternativas

  1. A) a síndrome de May-Turner.
  2. B) a trombose de aorta.
  3. C) a doença de Buerger.
  4. D) a doença de Takayasu.

Pérola Clínica

TVP ilíaco-femoral esquerda extensa em jovem sem FR clássicos → suspeitar Síndrome de May-Thurner (compressão veia ilíaca esquerda por artéria ilíaca direita).

Resumo-Chave

A Síndrome de May-Thurner (ou Síndrome de Cockett) é uma condição anatômica em que a veia ilíaca comum esquerda é comprimida pela artéria ilíaca comum direita contra a coluna vertebral. Essa compressão crônica pode levar à estase venosa, formação de esporões intraluminais e, consequentemente, predisposição à trombose venosa profunda (TVP), especialmente no membro inferior esquerdo. É uma causa importante de TVP em pacientes jovens sem fatores de risco tradicionais.

Contexto Educacional

A Síndrome de May-Thurner, também conhecida como Síndrome de Cockett, é uma condição vascular em que a veia ilíaca comum esquerda é cronicamente comprimida pela artéria ilíaca comum direita contra a quinta vértebra lombar. Essa compressão anatômica predispõe à estase venosa, dano endotelial e, consequentemente, à formação de trombose venosa profunda (TVP), predominantemente no membro inferior esquerdo. É uma causa subestimada de TVP, especialmente em pacientes jovens e sem fatores de risco trombofílicos conhecidos, sendo importante para o raciocínio clínico em residência. O quadro clínico é caracterizado por dor e edema no membro inferior esquerdo, com achados de TVP extensa no eco-Doppler venoso, frequentemente envolvendo as veias ilíacas e femorais. A suspeita diagnóstica deve ser alta em mulheres jovens com TVP ilíaco-femoral esquerda idiopática ou recorrente. A confirmação diagnóstica é realizada por exames de imagem mais avançados, como angiotomografia venosa, angioressonância ou flebografia, que permitem visualizar a compressão extrínseca da veia. O tratamento da TVP associada à Síndrome de May-Thurner envolve a anticoagulação, como em qualquer TVP. No entanto, para prevenir recorrências e a síndrome pós-trombótica, pode ser necessária uma intervenção para aliviar a compressão. Isso geralmente é feito por via endovascular, com angioplastia e colocação de stent na veia ilíaca comprimida. O reconhecimento e tratamento adequados são essenciais para melhorar o prognóstico e a qualidade de vida do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas que sugerem a Síndrome de May-Thurner?

Os sintomas são os de uma TVP, geralmente no membro inferior esquerdo, incluindo dor, edema e empastamento da panturrilha. A suspeita aumenta em pacientes jovens, sem fatores de risco clássicos para TVP, e com trombose extensa na região ilíaco-femoral esquerda.

Como é feito o diagnóstico da Síndrome de May-Thurner?

O diagnóstico é feito por exames de imagem que demonstram a compressão da veia ilíaca comum esquerda pela artéria ilíaca comum direita. O eco-Doppler venoso pode sugerir, mas a angiotomografia venosa, angioressonância ou flebografia são mais definitivas para visualizar a compressão e a trombose.

Qual a importância de diagnosticar a Síndrome de May-Thurner em um paciente com TVP?

O diagnóstico é crucial porque a simples anticoagulação pode não ser suficiente para prevenir recorrências ou síndrome pós-trombótica grave. O tratamento pode envolver intervenções endovasculares, como angioplastia e colocação de stent, para aliviar a compressão e restaurar o fluxo venoso.

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