HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2022
A figura abaixo ilustra uma das principais síndromes compressivas vasculares. Tal condição é conhecida como:
Compressão da veia ilíaca comum esquerda pela artéria ilíaca comum direita = Síndrome de May-Thurner.
A Síndrome de May-Thurner, também conhecida como Síndrome de Cockett, é uma condição em que a veia ilíaca comum esquerda é comprimida pela artéria ilíaca comum direita contra a coluna vertebral. Essa compressão pode levar a estase venosa, dor crônica e, mais gravemente, trombose venosa profunda (TVP) na perna esquerda.
A Síndrome de May-Thurner, também conhecida como Síndrome de Cockett, é uma condição vascular caracterizada pela compressão da veia ilíaca comum esquerda pela artéria ilíaca comum direita contra a coluna vertebral. Essa compressão crônica pode levar a estenose da veia, estase sanguínea e, consequentemente, um risco aumentado de trombose venosa profunda (TVP) na extremidade inferior esquerda. É mais comum em mulheres jovens e de meia-idade, e muitas vezes subdiagnosticada. A fisiopatologia envolve a anatomia peculiar da pelve, onde a veia ilíaca comum esquerda cruza por trás da artéria ilíaca comum direita. A compressão mecânica leva a alterações na parede venosa, como espessamento intimal e formação de esporões, que predispõem à trombose. Os sintomas variam desde dor crônica e edema na perna esquerda até manifestações de insuficiência venosa pélvica. A suspeita diagnóstica surge em pacientes com TVP inexplicada na perna esquerda ou sintomas venosos crônicos. O tratamento visa restaurar o fluxo venoso e prevenir complicações. A angioplastia com colocação de stent na veia ilíaca é a abordagem endovascular mais comum e eficaz, proporcionando alívio da compressão e redução do risco de trombose. A anticoagulação pode ser necessária, especialmente em casos de TVP aguda. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são cruciais para melhorar a qualidade de vida do paciente e prevenir eventos trombóticos graves.
Os sintomas incluem dor crônica na perna esquerda, edema, sensação de peso, varizes atípicas na perna ou na região pélvica, e o principal risco é a trombose venosa profunda (TVP) na perna esquerda, que pode ser o primeiro sinal da condição.
O diagnóstico é suspeitado clinicamente e confirmado por exames de imagem como ultrassonografia Doppler, angiotomografia (angio-TC), angiorressonância (angio-RM) ou venografia. A venografia é considerada o padrão-ouro para visualizar a compressão e a presença de estenose ou trombose.
O tratamento visa aliviar a compressão e prevenir a trombose. Pode incluir anticoagulação, angioplastia com colocação de stent na veia ilíaca comprimida para restaurar o fluxo sanguíneo, ou, em casos selecionados, cirurgia para transposição da artéria ilíaca ou lise de aderências.
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