Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2026
As medidas efetivas na melhora do prognóstico de um paciente com síndrome de Marfan é:
Marfan + Aorta > 4cm (ou dilatação progressiva) → Betabloqueador para ↓ estresse parietal e progressão.
O uso de betabloqueadores é a medida farmacológica de escolha para reduzir a velocidade de dilatação da aorta e o risco de dissecção em pacientes com Síndrome de Marfan.
A Síndrome de Marfan é uma desordem autossômica dominante do tecido conjuntivo com manifestações multissistêmicas, sendo a dilatação da raiz da aorta a principal causa de mortalidade. O manejo clínico foca na prevenção da dissecção. Além do tratamento farmacológico com betabloqueadores, o acompanhamento com ecocardiograma ou angiotomografia anual é essencial. A intervenção cirúrgica (procedimento de Bentall-De Bono ou cirurgia de preservação valvar de David) é indicada quando o diâmetro atinge 5,0 cm (ou menos, dependendo de fatores de risco familiares e taxa de crescimento). Atividades físicas de alto impacto e esportes de contato devem ser evitados para minimizar picos pressóricos.
Os betabloqueadores reduzem a frequência cardíaca e a força de contração ventricular (dP/dt), o que diminui o estresse mecânico sobre a parede da aorta ascendente. Como a Síndrome de Marfan envolve uma fragilidade estrutural do tecido conjuntivo devido à mutação na fibrilina-1, essa redução do estresse hemodinâmico retarda a expansão aneurismática e reduz o risco de complicações fatais, como a dissecção de aorta.
Embora as diretrizes variem levemente, o início do tratamento com betabloqueadores é geralmente recomendado quando o diâmetro da aorta ascendente ultrapassa 4,0 cm em adultos ou apresenta um crescimento progressivo documentado por exames de imagem seriados. Em crianças, utiliza-se o Z-score para guiar a terapia. O objetivo é manter a pressão arterial em níveis baixos e reduzir a velocidade de dilatação.
Sim. Os Bloqueadores dos Receptores de Angiotensina II (BRA), como a Losartana, têm demonstrado benefício em reduzir a sinalização do TGF-beta, que está aumentada na Síndrome de Marfan e contribui para a degeneração da túnica média da aorta. Eles são frequentemente utilizados como alternativa em pacientes que não toleram betabloqueadores ou como terapia combinada em casos de progressão rápida.
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