Síndrome de Marfan: Diagnóstico e Manifestações Clínicas

UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2015

Enunciado

Paciente jovem com quadro de dilatação da raiz da aorta e dos seios de Valsalva, prolapso de válvula mitral, luxação de cristalino e aracnodactilia provavelmente é portador de:

Alternativas

  1. A) doença de Takayasu.
  2. B) síndrome de Marfan.
  3. C) sífilis secundária.
  4. D) necrose cística de adventícia.
  5. E) doença endomiocárdica eosinofílica congênita.

Pérola Clínica

Marfan = Dilatação aórtica + Prolapso mitral + Ectopia lentis + Aracnodactilia (doença tecido conjuntivo).

Resumo-Chave

A Síndrome de Marfan é uma doença genética do tecido conjuntivo, caracterizada por manifestações cardiovasculares (dilatação aórtica, prolapso mitral), oculares (luxação de cristalino) e musculoesqueléticas (aracnodactilia, escoliose), devido a um defeito na fibrilina-1.

Contexto Educacional

A Síndrome de Marfan é uma doença genética autossômica dominante do tecido conjuntivo, causada por mutações no gene FBN1, que codifica a fibrilina-1. Esta proteína é um componente essencial das microfibrilas elásticas, que são abundantes em tecidos como a aorta, ligamentos e suspensórios do cristalino, explicando a ampla gama de manifestações clínicas e sua importância para residentes. As características clínicas clássicas envolvem múltiplos sistemas: cardiovascular (dilatação da raiz da aorta, aneurismas, dissecção aórtica, prolapso de válvula mitral), ocular (luxação superior e temporal do cristalino, miopia) e musculoesquelético (aracnodactilia, alta estatura, pectus excavatum/carinatum, escoliose). O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios de Ghent revisados, que consideram a presença de achados em diferentes sistemas e a história familiar. O manejo da Síndrome de Marfan é multidisciplinar e foca na prevenção de complicações, especialmente as cardiovasculares, que são a principal causa de morbimortalidade. Isso inclui acompanhamento cardiológico regular com ecocardiogramas para monitorar a aorta, uso de betabloqueadores ou losartana para reduzir o estresse na parede aórtica, e cirurgia profilática da aorta em casos de dilatação significativa, além de acompanhamento oftalmológico e ortopédico.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios diagnósticos da Síndrome de Marfan?

Os critérios diagnósticos da Síndrome de Marfan (Critérios de Ghent revisados) incluem achados cardiovasculares (dilatação da raiz da aorta), oculares (ectopia lentis), esqueléticos (aracnodactilia, pectus, escoliose), e genéticos (mutação FBN1 ou história familiar).

Qual a causa genética da Síndrome de Marfan?

A Síndrome de Marfan é causada por mutações no gene FBN1, localizado no cromossomo 15, que codifica a fibrilina-1. Esta proteína é um componente essencial das microfibrilas elásticas, que são abundantes em tecidos como a aorta, ligamentos e suspensórios do cristalino.

Quais são as complicações cardiovasculares mais graves da Síndrome de Marfan?

As complicações cardiovasculares mais graves incluem a dilatação progressiva da raiz da aorta, que pode levar a aneurismas e dissecção aórtica, e o prolapso da válvula mitral com insuficiência, que podem ser fatais se não forem diagnosticadas e tratadas precocemente.

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