Síndrome Mão-Pé-Boca: Diagnóstico, Causas e Complicações

HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2021

Enunciado

A síndrome Mão-Pé-Boca(MPB) foi descrita pela primeira vez na Nova Zelândia e no Canadá no ano de 1957, com episódios ocorrendo em todo o mundo de forma esporádica. Sobre a síndrome MPB, marque a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) É uma enfermidade de baixa contagiosidade, de transmissão exclusivamente fecal-oral, causada pelo vírus Coxsackie.
  2. B) A doença é causada principalmente pelo coxsackievírus A16 e EV71. A complicação mais frequente é a desidratação, devido principalmente à dificuldade de ingesta de líquido pelas lesões aftosas na cavidade oral.
  3. C) As manifestações clínicas iniciais são caracterizadas por febre, dor de garganta e recusa alimentar, associadas à presença de lesões papulares em mucosa bucal e na língua, e erupção eritematosa localizada nas mãos e pés associada a onicomadese. 
  4. D) A imunidade da doença é duradora e reinfecções pela mesma cepa viral não ocorrem. Desta forma, a infecção natural determina proteção contra a doença.

Pérola Clínica

MPB: Coxsackievírus A16 e EV71 são os principais agentes; desidratação é a complicação mais comum devido a lesões orais.

Resumo-Chave

A Síndrome Mão-Pé-Boca é uma infecção viral comum em crianças, causada principalmente por coxsackievírus A16 e EV71. A desidratação é uma complicação frequente devido à dor intensa das lesões aftosas na boca, dificultando a ingestão de líquidos e alimentos.

Contexto Educacional

A Síndrome Mão-Pé-Boca (MPB) é uma doença viral aguda, altamente contagiosa, que afeta principalmente crianças menores de 5 anos, mas pode ocorrer em qualquer idade. É causada por enterovírus, sendo o coxsackievírus A16 e o enterovírus 71 (EV71) os agentes etiológicos mais comuns. A transmissão ocorre principalmente pela via fecal-oral, mas também por contato direto com secreções respiratórias ou fluidos das lesões cutâneas e mucosas. A doença é endêmica em muitas regiões e pode causar surtos, especialmente em creches e escolas. As manifestações clínicas iniciais incluem febre baixa, mal-estar, dor de garganta e recusa alimentar. Após 1-2 dias, surgem lesões vesiculares na mucosa oral (enantema), que evoluem para úlceras dolorosas, e uma erupção cutânea maculopapular ou vesicular nas palmas das mãos, plantas dos pés e, por vezes, nas nádegas. A onicomadese (descolamento das unhas) pode ser uma sequela tardia. O diagnóstico é clínico, baseado nas características das lesões e na epidemiologia. É crucial diferenciar de outras exantemáticas virais. O tratamento da MPB é sintomático, com foco no alívio da dor e na prevenção da desidratação. Analgésicos e antitérmicos são indicados, e a oferta de líquidos frios e alimentos macios é fundamental para evitar a desidratação, que é a complicação mais frequente devido à dor oral. Embora a imunidade seja duradoura para a cepa específica que causou a infecção, reinfecções por diferentes cepas virais são possíveis. Em casos de infecção por EV71, complicações neurológicas graves podem ocorrer, exigindo monitoramento rigoroso.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais agentes etiológicos da Síndrome Mão-Pé-Boca?

A Síndrome Mão-Pé-Boca é causada principalmente por enterovírus, sendo os mais comuns o coxsackievírus A16 e o enterovírus 71 (EV71). Outras cepas de coxsackievírus e enterovírus também podem estar envolvidas, mas com menor frequência.

Qual a complicação mais frequente da Síndrome Mão-Pé-Boca e por quê?

A complicação mais frequente da Síndrome Mão-Pé-Boca é a desidratação. Isso ocorre devido à presença de lesões aftosas dolorosas na cavidade oral (enantema), que dificultam a ingestão de líquidos e alimentos, especialmente em crianças pequenas.

Como ocorre a transmissão da Síndrome Mão-Pé-Boca e qual o período de maior contagiosidade?

A transmissão da Síndrome Mão-Pé-Boca é predominantemente fecal-oral, mas também pode ocorrer por contato com secreções respiratórias (gotículas) e fluidos das vesículas. A contagiosidade é alta, especialmente na primeira semana da doença, quando a carga viral é maior nas fezes e secreções.

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