Síndrome Mão-Pé-Boca: Diagnóstico e Manejo Pediátrico

HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2020

Enunciado

Criança de 2 anos é levada à consulta por história de febre, irritabilidade e anorexia há 3 dias. Ao exame físico, nota-se na boca a presença de lesões vesiculares e ulceradas. Papulovesículas de 3 a 7 mm também são observadas em dedos, dorso e palma das mãos e planta dos pés. A etiologia mais provável é__________, devendo-se tratar com______________e orientar para_____________.

Alternativas

  1. A) enteroviral – sintomáticos – isolamento e restrição de contato com outras crianças
  2. B) enteroviral – sintomáticos – imunoglobulina e vacinação específica contra a doença
  3. C) bacteriana – antibioticoterapia – vacinação específica contra a doença
  4. D) bacteriana – antibioticoterapia e imunoglobulina – isolamento e restrição de contato com outras crianças

Pérola Clínica

Criança com febre + lesões vesiculares orais + exantema mãos/pés → Síndrome Mão-Pé-Boca (enteroviral), tratamento sintomático e isolamento.

Resumo-Chave

O quadro clínico de febre, irritabilidade, anorexia, lesões vesiculares e ulceradas na boca, e papulovesículas em mãos e pés em uma criança de 2 anos é altamente sugestivo de Síndrome Mão-Pé-Boca, uma infecção enteroviral com tratamento sintomático e necessidade de isolamento.

Contexto Educacional

A Síndrome Mão-Pé-Boca (SMPB) é uma doença viral comum na infância, causada principalmente por enterovírus, como o Coxsackievirus. O quadro clínico típico, como o apresentado na questão, inclui febre, irritabilidade e anorexia, seguidos pelo aparecimento de lesões vesiculares e ulceradas na cavidade oral, e papulovesículas nas mãos e pés. É fundamental para o residente reconhecer esse padrão para um diagnóstico correto. O diagnóstico da SMPB é essencialmente clínico, não necessitando de exames laboratoriais na maioria dos casos. A etiologia é viral (enteroviral), o que descarta a necessidade de antibioticoterapia. O tratamento é sintomático, visando aliviar a dor e a febre com analgésicos e antipiréticos, e garantir a hidratação adequada, já que as lesões orais podem dificultar a ingestão. A orientação aos pais deve incluir medidas de higiene e, crucialmente, o isolamento da criança para evitar a transmissão para outras crianças, especialmente em ambientes coletivos como escolas e creches. Não há vacinação específica ou uso de imunoglobulina para a SMPB na rotina. O prognóstico é geralmente benigno, com recuperação espontânea em cerca de uma semana.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para a Síndrome Mão-Pé-Boca?

O diagnóstico é clínico, baseado na presença de febre, irritabilidade, anorexia, lesões vesiculares e ulceradas na boca, e exantema papulovesicular nas mãos e pés, especialmente em crianças pequenas.

Por que o isolamento é importante na Síndrome Mão-Pé-Boca?

O isolamento e a restrição de contato com outras crianças são cruciais para prevenir a disseminação da doença, que é altamente contagiosa, especialmente em ambientes como creches e escolas, onde surtos são comuns.

Qual a principal diferença entre a Síndrome Mão-Pé-Boca e a varicela?

Embora ambas causem lesões vesiculares, a Síndrome Mão-Pé-Boca tem uma distribuição característica nas mãos, pés e boca, enquanto a varicela apresenta lesões em diferentes estágios de evolução e uma distribuição mais generalizada no tronco e face.

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