Síndrome Mão-Pé-Boca: Sinais Típicos e Diagnóstico Clínico

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2025

Enunciado

A síndrome mão-pé-boca é uma doença viral comum na infância, caracterizada por lesões cutâneas e mucosas. Qual das seguintes alternativas NÃO descreve um achado típico da síndrome mão-pé-boca?

Alternativas

  1. A) Lesões vesiculares (pequenas bolhas) nas palmas das mãos e plantas dos pés.
  2. B) Lesões ulcerativas (aftas) na mucosa oral, especialmente na língua, gengiva e palato.
  3. C) Exantema maculopapular (manchas vermelhas e elevadas) no tronco e membros.
  4. D) Febre alta persistente por mais de 7 dias.
  5. E) Mal-estar, inapetência e irritabilidade.

Pérola Clínica

Síndrome Mão-Pé-Boca → lesões vesiculares em mãos/pés + úlceras orais + febre baixa e autolimitada (2-3 dias).

Resumo-Chave

A febre na síndrome mão-pé-boca é tipicamente baixa e de curta duração. Febre alta e persistente por mais de 5-7 dias é um sinal de alerta, devendo levantar suspeita para diagnósticos diferenciais ou complicações raras.

Contexto Educacional

A síndrome mão-pé-boca (SMPB) é uma doença infecciosa viral aguda, altamente contagiosa, causada principalmente por enterovírus, como o Coxsackievirus A16 e o Enterovírus 71. É extremamente comum em crianças menores de 5 anos, com surtos frequentes em creches e escolas. Sua importância clínica reside no reconhecimento do quadro típico para diferenciar de outras doenças exantemáticas e orientar os pais sobre seu curso benigno e autolimitado. O diagnóstico da SMPB é eminentemente clínico, baseado na tríade de febre baixa, lesões orais (herpangina) e exantema vesicular característico. As lesões orais são úlceras dolorosas na língua, gengiva e palato. O exantema consiste em vesículas ovais, com halo eritematoso, localizadas classicamente nas palmas das mãos e plantas dos pés, mas podendo acometer também nádegas e membros. Sintomas prodrômicos como mal-estar e inapetência são comuns. O manejo é de suporte, focado em analgesia, controle da febre e, crucialmente, na manutenção da hidratação, já que a dor das úlceras orais pode levar à recusa de líquidos. A maioria dos casos se resolve espontaneamente em 7 a 10 dias sem sequelas. É fundamental orientar sobre os sinais de alerta para complicações, como febre alta persistente, prostração intensa ou alterações neurológicas, que são raras mas podem ocorrer.

Perguntas Frequentes

Quais são as lesões de pele características da síndrome mão-pé-boca?

São vesículas pequenas, ovais e acinzentadas, com um halo eritematoso, localizadas classicamente nas palmas das mãos e plantas dos pés. Lesões maculopapulares também podem ocorrer nas nádegas e membros.

Qual o tratamento recomendado para a síndrome mão-pé-boca?

O tratamento é inteiramente de suporte. Inclui o uso de analgésicos e antitérmicos, como paracetamol ou ibuprofeno, para controle da febre e dor, além de incentivo à hidratação oral, especialmente com líquidos frios para aliviar as úlceras orais.

Quais são as principais complicações da síndrome mão-pé-boca?

Embora geralmente benigna, a principal complicação é a desidratação devido à odinofagia. Complicações neurológicas graves, como meningite asséptica, encefalite e paralisia flácida aguda, são raras, mas associadas principalmente ao Enterovírus 71.

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