Síndrome Mão-Pé-Boca: Complicações Graves e Riscos

PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2023

Enunciado

A síndrome mão-pé-boca é uma infecção aguda, causada pelo vírus coxsakie, mais comumente atingindo crianças com menos de cinco anos de idade. Como característica desta doença, tem-se que: 

Alternativas

  1. A) sua transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por inalação de gotículas de secreção da via aérea, durante 5 a 10 dias, antes do surgimento das lesões típicas.
  2. B)  causa lesões vesiculares e ovaladas em mãos e pés e lesões ulceradas em cavidade oral. A presença de lesões em outras partes do corpo ou a ausência de lesões em mãos, pés ou boca exclui o diagnóstico. 
  3. C) pode ocorrer casos graves com falência cardiorespiratória, que frequentemente apresentam evolução fatal. 
  4. D) trata-se de doença que atinge apenas pele e mucosas; a presença de sintomas neurológicos, associados às lesões, sugere a síndrome de Gianotti-Crosti. 

Pérola Clínica

Síndrome Mão-Pé-Boca (Coxsackie) geralmente benigna, mas EV71 pode causar complicações graves (neurológicas, cardiorrespiratórias) e fatais.

Resumo-Chave

Embora a Síndrome Mão-Pé-Boca seja comumente benigna e autolimitada, é crucial estar ciente de que infecções por certos sorotipos de enterovírus, como o Enterovírus 71, podem levar a complicações graves, incluindo falência cardiorrespiratória e neurológica, com risco de óbito, especialmente em crianças.

Contexto Educacional

A Síndrome Mão-Pé-Boca (SMPB) é uma infecção viral comum, predominantemente em crianças menores de cinco anos, causada principalmente por enterovírus, sendo o Coxsackievirus A16 o mais frequente. Caracteriza-se por febre, mal-estar e erupções vesiculares nas mãos, pés e lesões ulceradas na boca, que podem ser bastante dolorosas, dificultando a alimentação e hidratação. Embora a maioria dos casos seja benigna e autolimitada, com resolução espontânea em 7 a 10 dias, é crucial reconhecer que a SMPB pode, em raras ocasiões, evoluir para quadros graves. O Enterovírus 71 (EV71) é particularmente associado a complicações sérias, incluindo envolvimento do sistema nervoso central (meningite asséptica, encefalite, paralisia flácida aguda) e, mais preocupantemente, complicações cardiorrespiratórias como miocardite, edema pulmonar neurogênico e falência cardiorrespiratória, que podem ser rapidamente fatais. A vigilância para sinais de alerta, como letargia, vômitos persistentes, convulsões, tremores, fraqueza muscular, dispneia ou taquicardia, é fundamental para identificar precocemente os casos graves e instituir o suporte necessário. O tratamento é sintomático, mas a identificação de sorotipos mais virulentos e o monitoramento rigoroso são essenciais para um bom prognóstico, especialmente em surtos.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas típicos da Síndrome Mão-Pé-Boca?

Os sintomas incluem febre, mal-estar, dor de garganta, e o surgimento de lesões vesiculares e ovaladas nas mãos e pés, além de úlceras dolorosas na cavidade oral.

Quais são as complicações mais graves da Síndrome Mão-Pé-Boca?

As complicações mais graves, embora raras, podem incluir meningite asséptica, encefalite, paralisia flácida aguda, miocardite e edema pulmonar neurogênico, especialmente associadas ao Enterovírus 71.

Como ocorre a transmissão da Síndrome Mão-Pé-Boca?

A transmissão ocorre principalmente por via fecal-oral, mas também por contato com secreções respiratórias (saliva, muco) ou com o líquido das vesículas. O período de maior transmissibilidade é na primeira semana da doença.

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