INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022
Criança de 5 anos foi levada por familiar para consulta na unidade básica de saúde, com quadro de febre não aferida havia 3 dias, odinofagia e recusa alimentar. No exame físico, observou-se presença de lesões vesiculares na mucosa bucal e na língua, além de erupções papulovesiculares localizadas em regiões palmares e plantares bilateralmente.Considerando-se como principal hipótese diagnóstica a síndrome mão-pé-boca, qual é a conduta correta?
Síndrome Mão-Pé-Boca → isolamento escolar/creche por 7 dias ou até resolução das lesões.
A síndrome mão-pé-boca é uma infecção viral comum em crianças, causada principalmente por enterovírus (especialmente Coxsackie A16). É altamente contagiosa e se manifesta com febre, lesões vesiculares na boca e erupções papulovesiculares nas palmas das mãos e plantas dos pés. O tratamento é sintomático e o isolamento é crucial para conter a disseminação.
A síndrome mão-pé-boca é uma doença viral comum em crianças, causada principalmente por enterovírus do gênero Coxsackie, sendo o Coxsackie A16 o mais frequente. É altamente contagiosa e se dissemina por contato direto com secreções respiratórias, fezes e fluidos das bolhas. A doença é autolimitada e geralmente benigna, mas pode causar desconforto significativo devido às lesões orais e cutâneas. O diagnóstico é clínico, baseado na tríade clássica de febre, lesões vesiculares na orofaringe e erupções papulovesiculares nas palmas das mãos e plantas dos pés. A odinofagia e a recusa alimentar são sintomas comuns que podem levar à desidratação. É importante diferenciar de outras infecções virais com exantema, como herpes simples ou varicela, embora a localização das lesões seja bastante característica. A conduta é primariamente de suporte e controle da transmissão. O tratamento é sintomático, com analgésicos e antitérmicos para alívio da febre e dor, e hidratação adequada. O isolamento da criança da creche ou escola é crucial para prevenir a disseminação da doença, devendo ser mantido por sete dias ou até a resolução das lesões. Não há vacina ou tratamento antiviral específico para a maioria dos casos, e a notificação compulsória não é rotineira, a menos que haja um surto atípico ou grave.
Os sintomas incluem febre, dor de garganta (odinofagia), recusa alimentar, e o surgimento de lesões vesiculares na mucosa oral e língua, além de erupções papulovesiculares nas palmas das mãos e plantas dos pés.
A criança deve ser afastada da creche ou escola por sete dias a partir do início dos sintomas ou até o desaparecimento completo das lesões cutâneas, o que ocorrer por último, devido à alta contagiosidade.
O tratamento é sintomático, focado no alívio da dor e febre com analgésicos e antitérmicos (paracetamol ou ibuprofeno). A hidratação oral é fundamental, especialmente devido à odinofagia. Não há tratamento antiviral específico para a maioria dos casos.
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