UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2020
Criança, 1 ano e 6 meses, com história de febre e odinofagia. Apresenta, ao exame, vesículas nas mãos e nos pés, além de enantema em mucosa da cavidade oral. O diagnóstico mais provável é
Criança < 5 anos + febre + vesículas em mãos, pés e boca = Síndrome Mão-Pé-Boca.
A síndrome mão-pé-boca é uma infecção viral comum em crianças, causada principalmente por enterovírus (especialmente Coxsackievirus A16). Caracteriza-se por febre, odinofagia e lesões vesiculares típicas na mucosa oral (enantema) e na pele das mãos e pés (exantema).
A síndrome mão-pé-boca é uma doença viral aguda e contagiosa, comum na infância, especialmente em crianças menores de 5 anos. É causada principalmente por enterovírus, como o Coxsackievirus A16 e o Enterovírus 71. Sua importância reside na alta transmissibilidade em ambientes coletivos, como creches e escolas, e na necessidade de um diagnóstico preciso para tranquilizar os pais e evitar confusão com outras doenças exantemáticas. Embora geralmente benigna, o Enterovírus 71 pode estar associado a complicações neurológicas mais graves, como encefalite e meningite asséptica, embora raras. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado na tríade de febre, lesões orais (enantema) e lesões cutâneas vesiculares ou maculopapulares nas mãos e pés. As lesões orais são frequentemente dolorosas e podem dificultar a alimentação e hidratação. A transmissão ocorre por contato direto com secreções respiratórias, fezes ou líquido das vesículas. O período de incubação é de 3 a 7 dias. O tratamento é de suporte, focado no alívio dos sintomas. É fundamental manter a criança hidratada e confortável. Medidas de higiene, como lavagem frequente das mãos, são essenciais para prevenir a disseminação da doença. O prognóstico é geralmente excelente, com recuperação completa em 7 a 10 dias. O conhecimento dessa condição é crucial para residentes e estudantes de pediatria, permitindo um manejo adequado e a orientação familiar.
Os sintomas clássicos incluem febre baixa, mal-estar, odinofagia e o aparecimento de lesões vesiculares dolorosas na mucosa oral (enantema), seguidas por lesões vesiculares ou maculopapulares nas palmas das mãos e plantas dos pés (exantema).
A síndrome mão-pé-boca é mais frequentemente causada por enterovírus, sendo o Coxsackievirus A16 o subtipo mais comum. Outros enterovírus, como o Enterovírus 71, também podem causar a doença, por vezes com apresentações mais graves.
O tratamento é sintomático, visando aliviar a febre e a dor. Inclui analgésicos e antitérmicos (paracetamol, ibuprofeno), hidratação adequada e, se necessário, anestésicos tópicos orais para o desconforto das lesões na boca. A doença geralmente é autolimitada.
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