FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2022
Paciente do sexo masculino, 30 anos, etilista e tabagista, dá entrada no pronto-atendimento devido a dor abdominal epigástrica e vômitos com raias de sangue que se iniciaram após uma festa. Durante a investigação diagnóstica, realizou endoscopia digestiva alta, com diagnóstico de síndrome de Mallory Weiss. Considerando o diagnóstico em questão, qual é a região acometida?
Síndrome de Mallory Weiss = laceração longitudinal na junção esofagogástrica após vômitos intensos.
A Síndrome de Mallory Weiss é caracterizada por lacerações longitudinais na mucosa da junção esofagogástrica ou esôfago distal, tipicamente causadas por aumentos súbitos e intensos da pressão intra-abdominal, como vômitos repetidos ou tosse. Isso leva a sangramento digestivo alto.
A Síndrome de Mallory Weiss é uma causa importante de hemorragia digestiva alta, caracterizada por lacerações longitudinais na mucosa da junção esofagogástrica ou esôfago distal. Essa condição é frequentemente associada a eventos que aumentam subitamente a pressão intra-abdominal, como vômitos intensos e repetidos, tosse vigorosa, soluços ou esforço para defecar. A epidemiologia mostra uma maior incidência em pacientes com histórico de etilismo, mas pode ocorrer em qualquer indivíduo após episódios de vômito. A fisiopatologia envolve o aumento abrupto da pressão intraluminal esofágica, que excede a elasticidade da parede, resultando em lacerações. O diagnóstico é primariamente endoscópico, onde as lacerações são visualizadas. A suspeita clínica surge em pacientes que apresentam hematêmese após um episódio de vômitos não sanguinolentos. É crucial diferenciar de outras causas de sangramento digestivo alto, como varizes esofágicas ou úlceras. O tratamento da Síndrome de Mallory Weiss é geralmente conservador, pois a maioria dos sangramentos cessa espontaneamente. Medidas de suporte, como hidratação e antieméticos, podem ser necessárias. Em casos de sangramento persistente, a endoscopia terapêutica (com injeção de epinefrina, clipagem ou coagulação) pode ser empregada. Raramente, intervenção cirúrgica é necessária. O prognóstico é geralmente bom, com baixa mortalidade.
A principal causa são os aumentos súbitos e intensos da pressão intra-abdominal, como vômitos repetidos, tosse vigorosa, esforço para defecar ou soluços, que levam a lacerações na mucosa esofágica.
Os sintomas incluem hematêmese (vômitos com sangue), dor epigástrica ou torácica, e história prévia de vômitos não sanguinolentos. Em casos graves, pode haver sinais de choque hipovolêmico.
O diagnóstico é confirmado por endoscopia digestiva alta, que visualiza as lacerações longitudinais na junção esofagogástrica ou esôfago distal. A endoscopia também permite avaliar a extensão do sangramento.
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