UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2020
Paciente do sexo masculino, de 22 anos, após vários episódios repetidos de vômitos, nas últimas seis horas, inicialmente com conteúdo claro, com sabor ácido, apresentou episódio de hematêmese. Neste caso, o diagnóstico mais provável é:
Hematêmese após vômitos intensos e repetidos → Síndrome de Mallory-Weiss.
A Síndrome de Mallory-Weiss é caracterizada por lacerações longitudinais na mucosa da junção gastroesofágica, causadas pelo aumento súbito da pressão intra-abdominal durante vômitos intensos, resultando em hematêmese.
A Síndrome de Mallory-Weiss é uma causa comum de sangramento digestivo alto, caracterizada por lacerações longitudinais na mucosa da junção gastroesofágica ou no esôfago distal. Sua patogênese está diretamente relacionada a um aumento súbito e intenso da pressão intra-abdominal, geralmente provocado por vômitos repetidos e vigorosos, mas também pode ocorrer após tosse intensa, esforço para defecar ou convulsões. É mais frequente em homens e em indivíduos com histórico de etilismo. O quadro clínico típico envolve um ou mais episódios de vômitos não sanguinolentos, seguidos por hematêmese (vômito com sangue vivo ou em borra de café). A dor epigástrica ou torácica pode estar presente. O diagnóstico é confirmado por endoscopia digestiva alta, que permite visualizar as lacerações. É crucial diferenciar de outras causas de sangramento digestivo alto, como varizes esofagianas ou úlceras pépticas, que exigem abordagens terapêuticas distintas. Na maioria dos casos, o sangramento da Síndrome de Mallory-Weiss é autolimitado e o tratamento é de suporte, incluindo estabilização hemodinâmica e uso de inibidores da bomba de prótons. Em sangramentos persistentes, a endoscopia terapêutica (injeção de epinefrina, clipagem, coagulação) é eficaz. Raramente, pode ser necessária angiografia com embolização ou intervenção cirúrgica. O prognóstico é geralmente excelente.
O sintoma clássico é a hematêmese (vômito com sangue) que ocorre após um ou mais episódios de vômitos não sanguinolentos intensos, geralmente acompanhados de dor epigástrica ou torácica.
O diagnóstico definitivo é realizado por endoscopia digestiva alta, que visualiza as lacerações longitudinais na mucosa da junção gastroesofágica, tipicamente na pequena curvatura gástrica ou no esôfago distal.
A maioria dos casos de Síndrome de Mallory-Weiss tem sangramento autolimitado e requer apenas tratamento de suporte. Em casos de sangramento persistente, a endoscopia pode ser terapêutica com injeção de epinefrina, clipagem ou coagulação.
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