SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2021
Paciente com história de vômitos, seguidos de hematêmese. Realizada endoscopia digestiva alta, que mostrou lacerações na mucosa e submucosa próximas à junção esofagogástrica.Essas lesões são conhecidas como lacerações de?
Vômitos intensos seguidos de hematêmese + lacerações esofagogástricas = Síndrome de Mallory-Weiss.
A Síndrome de Mallory-Weiss é caracterizada por lacerações longitudinais na mucosa e submucosa da junção esofagogástrica, resultantes de um aumento súbito da pressão intra-abdominal, geralmente por vômitos ou ânsias. É uma causa comum de sangramento digestivo alto.
A Síndrome de Mallory-Weiss é uma condição caracterizada por lacerações na mucosa e submucosa da junção esofagogástrica, sendo uma causa importante de sangramento digestivo alto. É mais comum em pacientes com histórico de vômitos intensos, ânsias, tosse vigorosa ou esforço abdominal, como em casos de alcoolismo, bulimia ou gravidez. A importância clínica reside na necessidade de diferenciar de outras causas de hematêmese e na sua potencial gravidade, embora a maioria dos casos seja autolimitada. A fisiopatologia envolve um aumento súbito da pressão intra-abdominal e intragástrica, levando a um prolapso da mucosa gástrica proximal para o esôfago, seguido de um estiramento abrupto e laceração quando o diafragma relaxa. O diagnóstico é confirmado por endoscopia digestiva alta, que revela as lacerações longitudinais. Deve-se suspeitar em pacientes com hematêmese precedida por vômitos ou ânsias. O tratamento é geralmente de suporte, pois o sangramento cessa espontaneamente na maioria dos casos. Em sangramentos persistentes, a hemostasia endoscópica (injeção de epinefrina, clipagem, coagulação) é a primeira linha. Raramente, em casos refratários, pode ser necessária angiografia com embolização ou cirurgia. O prognóstico é geralmente bom.
Os sintomas clássicos incluem vômitos intensos ou ânsias seguidos por hematêmese (vômito com sangue), que pode variar de estrias de sangue a grandes volumes.
O diagnóstico definitivo é realizado por endoscopia digestiva alta, que visualiza as lacerações longitudinais na junção esofagogástrica.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica, se necessário, e realização de endoscopia digestiva alta para confirmação diagnóstica e, se preciso, tratamento endoscópico do sangramento.
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