Ruptura Esofágica vs. Mallory-Weiss: Diferenças Cruciais

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2023

Enunciado

Uma paciente de 48 anos chega ao hospital com relato de vômitos frequentes há 1 dia, progredindo para dor intensa em região subesternal nas últimas horas. Com base no caso clínico e nos conhecimentos médicos correlacionados, julgue o item a seguir.      Uma das hipóteses diagnósticas para essa paciente é a de ruptura esofágica associada à síndrome de Mallory-Weiss.

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

Vômitos + dor subesternal intensa = Síndrome de Boerhaave (ruptura esofágica), NÃO Mallory-Weiss (laceração mucosa).

Resumo-Chave

A Síndrome de Mallory-Weiss é uma laceração longitudinal da mucosa da junção gastroesofágica que causa hemorragia. A ruptura esofágica (Síndrome de Boerhaave) é uma perfuração transmural do esôfago, que causa dor subesternal intensa e sinais de mediastinite/peritonite, sendo uma condição muito mais grave. São entidades distintas.

Contexto Educacional

A Síndrome de Mallory-Weiss e a ruptura esofágica (Síndrome de Boerhaave) são duas condições distintas, embora ambas possam ser precipitadas por episódios de vômitos intensos. É fundamental para o residente diferenciá-las devido às suas implicações prognósticas e terapêuticas. A Síndrome de Mallory-Weiss consiste em lacerações longitudinais não transmurais da mucosa na junção gastroesofágica ou no cárdia gástrico. A principal manifestação clínica é a hemorragia digestiva alta, com hematêmese, geralmente após vômitos repetidos. O prognóstico é geralmente bom, com a maioria dos casos resolvendo-se espontaneamente. Em contraste, a Síndrome de Boerhaave é uma ruptura transmural espontânea do esôfago, uma condição rara, mas com alta mortalidade se não tratada rapidamente. Também é precipitada por vômitos violentos, mas a apresentação clínica é de dor subesternal ou torácica intensa e súbita, que pode irradiar para as costas, acompanhada de dispneia, taquicardia e, em casos avançados, sinais de choque e mediastinite. A presença de dor intensa subesternal após vômitos é um sinal de alerta para Boerhaave, não para Mallory-Weiss.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas da Síndrome de Mallory-Weiss?

Os sintomas incluem vômitos seguidos por hematêmese (sangue nos vômitos), dor epigástrica ou torácica leve, geralmente após episódios de vômitos intensos ou engasgos.

Como se manifesta a ruptura esofágica (Síndrome de Boerhaave)?

A Síndrome de Boerhaave manifesta-se com dor torácica súbita e intensa, dor epigástrica ou dor nas costas, dispneia, taquicardia, febre e enfisema subcutâneo (sinal de Hamman), após vômitos violentos.

Qual a gravidade e o tratamento de cada condição?

Mallory-Weiss é geralmente autolimitada, com tratamento de suporte ou endoscópico para hemostasia. A ruptura esofágica é uma emergência médica grave com alta mortalidade, exigindo intervenção cirúrgica imediata e antibioticoterapia.

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