SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2021
Paciente, masculino, 24 anos procura pronto socorro com queixa de ter vomitado sangue. Refere que há 12 horas, após ter feito ingesta abusiva de álcool, iniciou quadro de vômitos repetidos e vigorosos e nos quatro últimos episódios apresentaram sangue vivo em seu conteúdo. No exame paciente se encontrava estável hemodinamicamente. Realizada endoscopia digestiva alta que evidenciou laceração na junção gastroesofágica que é compatível com quadro de:
Vômitos vigorosos seguidos de hematêmese → Síndrome de Mallory-Weiss (laceração na junção gastroesofágica).
A Síndrome de Mallory-Weiss é caracterizada por lacerações longitudinais na mucosa da junção gastroesofágica, resultantes de vômitos repetidos e vigorosos, frequentemente associados ao consumo excessivo de álcool. A apresentação típica é hematêmese após episódios de vômito.
A Síndrome de Mallory-Weiss é uma causa comum de sangramento digestivo alto, caracterizada por lacerações longitudinais na mucosa da junção gastroesofágica ou na cárdia gástrica. Essas lacerações são tipicamente causadas por um aumento súbito e vigoroso da pressão intraluminal, geralmente induzido por vômitos intensos, tosse, esforço para defecar ou convulsões. O consumo excessivo de álcool é um fator predisponente frequente. A apresentação clínica clássica envolve um episódio de vômitos não sanguinolentos, seguido por hematêmese (vômito com sangue vivo). O paciente pode estar hemodinamicamente estável ou apresentar sinais de choque, dependendo da gravidade do sangramento. O diagnóstico definitivo é realizado por endoscopia digestiva alta, que permite visualizar as lacerações e excluir outras causas de sangramento. O tratamento da Síndrome de Mallory-Weiss é, na maioria dos casos, conservador, pois o sangramento cessa espontaneamente em 80-90% dos pacientes. Medidas de suporte, como hidratação e antieméticos, são importantes. Em casos de sangramento persistente, a terapia endoscópica (injeção de epinefrina, eletrocauterização, clipagem) é eficaz. A cirurgia é raramente necessária.
O sintoma mais característico é a hematêmese (vômito com sangue vivo) que ocorre após um ou mais episódios de vômitos não sanguinolentos e vigorosos, frequentemente associados a náuseas e engasgos, que precedem o sangramento.
A principal causa são os vômitos repetidos e vigorosos, que aumentam subitamente a pressão intrabdominal e intraluminal, levando à laceração da mucosa na junção gastroesofágica. O consumo excessivo de álcool é um fator predisponente comum, mas qualquer condição que cause vômitos intensos pode ser a causa.
O diagnóstico é confirmado por endoscopia digestiva alta, que visualiza a laceração. O tratamento é geralmente conservador, pois a maioria dos sangramentos cessa espontaneamente. Em casos persistentes, pode-se usar terapia endoscópica (injeção de epinefrina, clipes) ou, raramente, cirurgia.
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