Síndrome de Lynch: Rastreamento Precoce e Conduta

Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2021

Enunciado

Mulher de 30 anos, assintomática, sem antecedentes relevantes, é avaliada em consulta médica de rotina. Sua história familiar inclui câncer de cólon na mãe, aos 48 anos de idade, câncer endometrial em uma tia materna, aos 51 anos, e avô materno com câncer de cólon, aos 55 anos. Ao exame físico: sem alteração relevante. O teste genético para a mutação MSH2 é positivo, consistente com a síndrome de Lynch. Nesse momento, é correto recomendar:

Alternativas

  1. A) colonoscopia, ao completar 40 anos.
  2. B) colonoscopia, ao completar 50 anos.
  3. C) colonoscopia, agora.
  4. D) colectomia.
  5. E) pesquisa de sangue oculto nas fezes, anualmente.

Pérola Clínica

Síndrome de Lynch (mutação MSH2) em < 30 anos → Colonoscopia imediata e vigilância intensiva.

Resumo-Chave

Pacientes com Síndrome de Lynch, confirmada por teste genético positivo para mutações como MSH2, apresentam um risco significativamente elevado de desenvolver câncer colorretal e outros cânceres (endometrial, ovário, gástrico, etc.) em idades jovens. Portanto, o rastreamento com colonoscopia deve ser iniciado precocemente, geralmente entre 20-25 anos ou 2-5 anos antes da idade mais jovem de diagnóstico de CCR na família, e repetido anualmente ou a cada dois anos.

Contexto Educacional

A Síndrome de Lynch, também conhecida como Câncer Colorretal Hereditário Não Polipóide (HNPCC), é uma das síndromes de câncer hereditário mais comuns, caracterizada por um risco aumentado de câncer colorretal (CCR) e outros tumores, como câncer endometrial, ovário, gástrico, trato urinário e pâncreas. É causada por mutações germinativas em genes de reparo de incompatibilidade de DNA (MMR), como MSH2, MLH1, MSH6 e PMS2. A paciente do caso, com 30 anos e mutação MSH2 positiva, apresenta um risco substancialmente elevado de desenvolver CCR em idade jovem, dada a história familiar de câncer de cólon e endometrial em idades precoces. As diretrizes recomendam que o rastreamento com colonoscopia para indivíduos com Síndrome de Lynch seja iniciado entre os 20 e 25 anos de idade, ou 2 a 5 anos antes da idade mais jovem de diagnóstico de CCR na família, o que ocorrer primeiro. A colonoscopia deve ser repetida anualmente ou a cada 1-2 anos devido à rápida progressão de adenomas para carcinomas nesses pacientes. Portanto, para uma paciente de 30 anos com diagnóstico de Síndrome de Lynch, a recomendação correta é iniciar a colonoscopia imediatamente. Além do rastreamento do CCR, é crucial considerar a vigilância para outros cânceres associados, como o rastreamento ginecológico para câncer endometrial e de ovário, e a educação sobre os sintomas de alerta para outras neoplasias. A detecção precoce e a remoção de pólipos são fundamentais para reduzir a mortalidade por CCR nesses indivíduos.

Perguntas Frequentes

O que é a Síndrome de Lynch e quais genes estão envolvidos?

A Síndrome de Lynch, ou Câncer Colorretal Hereditário Não Polipóide (HNPCC), é uma condição genética autossômica dominante que aumenta o risco de vários cânceres, principalmente colorretal e endometrial. É causada por mutações em genes de reparo de incompatibilidade de DNA (MMR), como MLH1, MSH2, MSH6 e PMS2.

Quando deve ser iniciada a colonoscopia em pacientes com Síndrome de Lynch?

O rastreamento com colonoscopia deve ser iniciado precocemente em pacientes com Síndrome de Lynch, geralmente entre 20 e 25 anos de idade, ou 2 a 5 anos antes da idade mais jovem de diagnóstico de câncer colorretal na família, o que ocorrer primeiro. A frequência da colonoscopia é anual ou a cada 1-2 anos.

Quais outros cânceres estão associados à Síndrome de Lynch e como é a vigilância?

Além do câncer colorretal, a Síndrome de Lynch aumenta o risco de câncer endometrial, ovário, gástrico, trato urinário, pâncreas, intestino delgado e cérebro. A vigilância inclui exames ginecológicos anuais (com biópsia endometrial e ultrassom transvaginal) para mulheres, e consideração de endoscopia digestiva alta para câncer gástrico e duodenal, dependendo da etnia e histórico familiar.

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