Diagnóstico da Síndrome de Lynch: Testes Genéticos MMR

ENARE/ENAMED — Prova 2025

Enunciado

No consultório, dá entrada um paciente de 38 anos, com suspeita clínica de síndrome de Lynch, que precisa de confirmação do diagnóstico. O método que pode confirmar a hipótese é:

Alternativas

  1. A) Teste genético para mutações no gene BRCA1.
  2. B) Colonoscopia de rotina a cada 10 anos.
  3. C) Colonoscopia com exérese do pólipo histopatológico.
  4. D) Tomografia computadorizada (TC) abdominal anual.
  5. E) Teste genético para mutações nos genes MLH1, MSH2, MSH6 e PMS2.

Pérola Clínica

Suspeita de Lynch → Confirmar com teste genético para genes de reparo (MLH1, MSH2, MSH6, PMS2).

Resumo-Chave

A Síndrome de Lynch é uma condição autossômica dominante causada por mutações germinativas em genes de reparo do DNA (MMR), exigindo confirmação genética.

Contexto Educacional

A Síndrome de Lynch, anteriormente chamada de HNPCC, é a causa mais comum de câncer colorretal hereditário, representando cerca de 3% de todos os casos de CCR. Diferente da PAF, os pacientes desenvolvem poucos pólipos, mas estes possuem uma via de carcinogênese acelerada devido à deficiência no sistema de reparo do DNA, resultando em instabilidade de microssatélites. O diagnóstico definitivo é crucial não apenas para o paciente, mas para todo o núcleo familiar, permitindo o aconselhamento genético e protocolos de vigilância rigorosos. A colonoscopia deve ser realizada a cada 1-2 anos, iniciando-se entre os 20-25 anos de idade. Além disso, o rastreamento para câncer de endométrio e ovário deve ser discutido com pacientes do sexo feminino.

Perguntas Frequentes

Quais genes devem ser testados na suspeita de Síndrome de Lynch?

A confirmação diagnóstica requer a identificação de mutações germinativas nos genes de reparo de incompatibilidade do DNA (mismatch repair - MMR), especificamente MLH1, MSH2, MSH6 e PMS2. Mutações no gene EPCAM, que levam ao silenciamento do MSH2, também podem estar envolvidas.

Qual a diferença entre os critérios de Amsterdam e Bethesda?

Os critérios de Amsterdam II são usados para identificar famílias com alta probabilidade de Lynch (regra 3-2-1: 3 parentes com câncer associado, 2 gerações, 1 diagnóstico antes dos 50 anos). Já os critérios de Bethesda revisados servem para indicar quais tumores colorretais devem ser testados para instabilidade de microssatélites (IMS).

Além do cólon, quais outros órgãos estão em risco na Síndrome de Lynch?

Pacientes com Síndrome de Lynch têm risco aumentado para diversos cânceres extracolônicos. O câncer de endométrio é o segundo mais comum, seguido por câncer de ovário, estômago, intestino delgado, trato urinário, vias biliares e cérebro (variante de Turcot).

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