FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2023
Considerando os critérios para o diagnóstico de Síndrome de Lynch, é CORRETO afirmar:
Síndrome de Lynch: Critérios de Bethesda → rastreamento para instabilidade de microssatélites em tumores colorretais com características específicas (ex: <50 anos, tumores sincrônicos).
Os Critérios de Bethesda são utilizados para identificar pacientes com câncer colorretal que devem ser testados para instabilidade de microssatélites ou deficiência de proteínas de reparo (MMR), sugerindo a Síndrome de Lynch, incluindo a presença de tumores sincrônicos no cólon.
A Síndrome de Lynch, também conhecida como câncer colorretal hereditário não polipose (HNPCC), é uma das síndromes de câncer hereditário mais comuns, responsável por 3-5% dos cânceres colorretais. É causada por mutações germinativas em genes de reparo de DNA (MMR), como MLH1, MSH2, MSH6 e PMS2, aumentando significativamente o risco de câncer colorretal e outros tumores, como endométrio, ovário, estômago e trato urinário. O diagnóstico da Síndrome de Lynch é complexo e envolve a combinação de história familiar e testes moleculares. Os Critérios de Amsterdam (revisados) são mais rigorosos e focam na história familiar de múltiplos casos de câncer colorretal e outros tumores associados. Já os Critérios de Bethesda (revisados) são mais amplos e servem como guia para identificar pacientes com câncer colorretal que devem ser submetidos a testes de instabilidade de microssatélites (MSI) ou imuno-histoquímica para proteínas MMR, incluindo casos com tumores sincrônicos ou metacrônicos, ou diagnóstico em idade jovem (<50 anos). O reconhecimento da Síndrome de Lynch é crucial para o rastreamento e manejo adequados dos pacientes e seus familiares, que incluem colonoscopias mais frequentes, rastreamento para outros cânceres e, em alguns casos, cirurgias profiláticas. A compreensão desses critérios é fundamental para a prática clínica e para a prevenção de cânceres em indivíduos de alto risco.
Os Critérios de Amsterdam são mais específicos e focam na história familiar de câncer colorretal e outros tumores associados, exigindo pelo menos três membros afetados em duas gerações. Já os Critérios de Bethesda são mais sensíveis e são usados para selecionar pacientes com câncer colorretal para testes moleculares (instabilidade de microssatélites ou imuno-histoquímica) que podem indicar a Síndrome de Lynch, mesmo sem uma história familiar tão robusta.
A presença de tumores sincrônicos no cólon (múltiplos tumores primários no cólon detectados simultaneamente ou em até 6 meses) é um dos critérios de Bethesda que sugere a necessidade de investigação para Síndrome de Lynch, pois é uma característica comum em pacientes com essa condição genética.
Após a aplicação dos Critérios de Bethesda, os testes moleculares indicados são a análise da instabilidade de microssatélites (MSI) e/ou a imuno-histoquímica para as proteínas de reparo de DNA (MMR: MLH1, MSH2, MSH6, PMS2). A detecção de MSI ou deficiência de MMR sugere fortemente a Síndrome de Lynch e indica a necessidade de testes genéticos germinativos.
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